Correios adiam concurso por questão de segurança

O novo presidente dos Correios, David José de Matos, disse nesta quinta-feira, 5, que o concurso para 6.565 vagas em todo o país que a empresa promoveria em 19 de setembro foi adiado. A provável data da prova será 21 de novembro. Matos afirmou que problemas de segurança e logística levaram ao adiamento.

“Conversei com o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, e fizemos uma análise sobre a questão da segurança. Afinal de contas, os jornais aqui estavam falando sobre o problema da quadrilha dos concursos. Vamos fazer um plano de segurança, não só para a hora da prova, mas para o transporte [das provas]. Vamos ter segurança para que seja um concurso exitoso”, disse Matos.

Matos explicou que, como as contratações só poderão ser feitas em 2011 por causa da eleição, é mais seguro “parar” e “ver os pontos onde pode dar problema”. Matos disse ainda que serão contratados 4 mil funcionários provisórios no final do ano. “Vamos ter mão de obra provisória para passar este fim de ano”, afirmou
Ele afirmou que vai se reunir na próxima semana com a Cesgranrio [organizadora do concurso] para definir a nova data, possivelmente 21 de novembro. “Não vai trazer prejuízos. É mais seguro, e os candidatos vão ter mais tempo para estudar”, afirmou.

O concurso teve o edital publicado em dezembro de 2009 e recebeu 1.064.209 inscritos. Os salários vão de R$ 706,48 a R$ 3.108,37 (veja ao fim da reportagem os cargos e salários). Um dos problemas detectados pela nova direção dos Correios foi a duplicidade de inscrições no concurso. Segundo o presidente dos Correios, há candidatos que fizeram sete inscrições para diferentes cargos.

David Matos explicou que a concorrência diminuirá porque cada candidato pode concorrer somente a uma vaga. Segundo ele, no dia do concurso, o candidato comparecerá somente a um local de prova. Nos demais locais onde o candidato se inscreveu, a ausência anulará a inscrição.

“Vamos nos reunir na próxima semana com a Polícia Federal (PF) para montar um plano de segurança para o concurso. Se não fizermos isso, teremos problemas. É mais seguro parar agora e reorganizar. Um mês ou mais de atraso não tem problema”, disse Matos.

Segundo o presidente dos Correios, o contrato com a Cesgranrio foi assinado há duas semanas. “Eu não tive oportunidade de conversar a respeito da segurança. Quem é que vai fazer a segurança?”, questionou Matos. “Há também a questão da logística, são 400 locais de prova. A Cesgranrio não veio aqui conversar comigo”, afirmou. (G1)

 

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