Ariane Cadaxo critica decisão da Aneel contra o projeto de reciclagem

A vereadora Ariane Cadaxo (PC do B) usou ontem a tribuna da câmara de Rio Branco para protestar contra a decisão da Empresa Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em rejeitar o projeto que prevê a troca de lixo reciclável por desconto na conta de luz.

A empresa alega que o investimento não lhe seria economicamente viável, o que segundo a parlamentar, soa como falta de apreço ao meio ambiente e ao benefício social que o programa trará para a população carente do município.

“O município está preparado do ponto de vista do investimento que já existe no setor e, além disso, os valores ambientais agregados seriam motivos suficientes para tornar a proposta viável”, desabafa a vereadora, referindo-se à qualidade da Utre e à disponibilidade já demonstrada por algumas empresas em se instalarem na capital.  

“A minha maior indignação está relacionada ao sentimento de impotência que esse tipo de declaração causa na gente. Não somos pequenos para absorver esse tipo de ação por parte da empresa, até porque já temos aqui um ambiente totalmente propício para a instalação do programa”, explica.

Ariane Cadaxo, que conta com o apoio dos demais vereadores da capital, diz que não vai desistir da proposta, mas que precisa de um maior empenho por parte do poder político do município e do Estado. Ela reafirma que o Acre possui ambiente propício para a instalação do programa e cita como reforço o fato de a mão de obra do Projeto Catar não ser suficiente para abastecer a fábrica de plástico que está se instalando no Estado.

“Precisamos que mais pessoas se envolvam na defesa dessa proposta porque outras indústrias já demonstraram interesse em se instalar no Estado, a exemplo do Instituto Paper, mas que precisariam de maior suporte na coleta do papel”, ressalta.

A vereadora garante que não vai desistir e que irá buscar outras formas de implantação do programa no município. Ainda sobre a explicação da Aneel, ela desabafa: “Eles alegam que teriam que gastar R$ 1 milhão, o que não concordo, mas, se assim fosse, essa quantia seria o mínimo diante do benefício social e ambiental para o nosso município”.

 

 

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