Política nacional 29/09/2010

“O diretor dos Correio pediu dinheiro para favorecer Dilma e Erenice”


Rubnei Quícoli, consultor, confirmando na PF o pedido de Marco Antonio de Oliveira

Correios: ex-diretor vai à forra contra ‘complô’
O ex-diretor de Operações dos Correios, Marco Antônio de Oliveira, que alegou “crise de hipertensão aguda” para adiar seu depoimento na Polícia Federal, previsto para ontem, diz ter sido vítima de um “complô” para apeá-lo da estatal e entregar seu cargo ao lobby de transporte de cargas aéreas, representado pelo ex-diretor Eduardo Arthur Rodrigues, patrocinado por Roberto Teixeira, compadre de Lula. Magoado, o ex-diretor decidiu contar tudo. Mas só na segunda (4), após as eleições.

Arrecadação
Familiares dizem que Marco Antonio piorou seu estado de saúde, após revelar a Veja o esquema da Casa Civil para arrecadação de dinheiro.

Arrumadinho
A demissão de Marco Antônio de Oliveira e a nomeação do substituto, também a pedido do filho Israel, foram definidas por Erenice Guerra.

Sinal de alerta
Pânico no comitê petista: o monitoramento diário do desempenho de Dilma Rousseff (PT) já a coloca com 42%, em viés de baixa.

Lei de Amorimurphy
Até que o Brasil não se saiu mal na libertação da iraniana Sakineh – “aquela mulher”, como disse Lula. Em vez de apedrejada, vai à forca.

Lula aprovou lei de dois documentos para votar
Em vez de entrar com ação no Supremo questionando a exigência do título de eleitor e documento com foto na hora de votar, o PT deveria se queixar ao “patrão”: foi Lula quem sancionou, há exatamente um ano, a lei 12.304, que no artigo 91-A exige os dois documentos. O PT alega risco de “confusão” e “restrição à cidadania” – de olho no eleitorado em rincões do Nordeste, desinformados e com grande abstenção.

‘Desespero’
Para a oposição, é “desespero de um possível segundo turno” a ação do PT, contestada nesta segunda (27) pelo DEM no Supremo.

Fim da seca
Os primeiros chuviscos em Brasília, ontem, após quase 130 dias, foram recebidos pela população com aplausos, inclusive nas ruas.

Bengalada
Dilma está de bengala, após torcer o pé. Mas de pé atrás estão seus assessores, com o possível uso, para outros fins, do rijo objeto.

Ninguém merece
Dilma cai nas pesquisas até no próprio comitê de campanha, com seus pitis desproporcionais. Há assessores ainda revoltados pelo derrame sofrido por um colega, ao ouvir dela uma dessas broncas exageradas.

Voto contra
O ministro Marco Aurélio foi voto vencido no TSE: é contra exigir dois documentos. Para ele, nem o título seria necessário. Como os votantes estão listados nas seções eleitorais, bastaria documento de identidade.

Gerente de crises
Cresce a cotação do ministro Luis Paulo Barreto (Justiça) para ficar no cargo em eventual governo Dilma. Ele é bem avaliado por sua atuação em crises de governo, como a quase expulsão do jornalista Larry Rohter, do New York Times, e agora no escândalo Erenicegate.

Almoço global
A Rede Globo oferece em São Paulo almoço vip, nesta quinta, data do último debate presidencial, a Leandro Daiello, superintendente local da Polícia Federal – que anda atarefada com inquéritos de Erenice & cia.

Nem aí
Os 2 milhões de eleitores de Alagoas chegam ao final da campanha sem que Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) ou Marina Silva (PV) tenham visitado o Estado – que se mobiliza para anular os votos.

Consulta ao criminalista
A recente visita secreta do ex-ministro da Justiça Márcio Tomaz Bastos a Lula foi descoberta graças à inconfidência de Silvio Santos, dono do SBT, que se referiu a ele como “aquele advogado famoso”. Na mosca: apavorado com os escândalos, o presidente consultava o criminalista.

Viagem acidentada
O prefeito de Nova Friburgo (RJ), Heródoto Bento de Mello, 85, foi à Suíça negociar apoio à festa dos 200 anos do município, e deveria ter voltado no dia 22 de setembro. Ele levou um tombo e os médicos suíços vetaram a viagem. O vice já se assanha para tomar seu lugar.

‘Insubmisso’ libertado
O universitário Miguel Mendes de Sousa, 26, foi liberado segunda (27), no Rio, quando esta coluna noticiou sua prisão por “insubmissão” – segundo o Código Militar – ao tentar regularizar-se no serviço militar. Após exames médicos, foi declarado incapaz e dispensado de servir.

Currículo
Para um presidente da República “alfabetizado”, que ignora plural e concordância, até que o palhaço Tiririca se expressa direitinho…

PODER SEM PUDOR
Meu bem, meu mal
Secretário de Agricultura do governo paulista, Antônio Cabrera promoveu em julho de 1995 um encontro de produtores rurais com o governador Mário Covas. A certa altura, Cabrera recebeu um bilhete que o fez sorrir, enquanto os produtores reclamavam das dificuldades do setor. Dizia:
– Fala aí pro Covas que a nossa situação tá tão ruim, que estamos tão endividados, que não podemos nem chamar nossas mulheres de “meu bem”, senão o banco toma.

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