Bancários deflagram greve a partir desta quarta-feira

Reunidos em assembléia nesta terça-feira (28), na Praça Povos da Floresta, Centro de Rio Branco, os bancários do Acre rejeitaram a proposta da Fenaban e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir das 00h desta quarta-feira (29). A decisão é uma resposta à intransigência dos banqueiros, que negaram todas as reivindicações dos bancários e apresentaram como proposta de reajuste apenas a reposição da inflação dos últimos 12 meses, de 4,29%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Participaram da assembléia 137 bancários de bancos públicos e privados, com 134 votos favoráveis a greve e apenas três disseram não a paralisação por tempo indeterminado.

Reivindicação

A categoria reivindica reajuste de 11% (inflação do período mais aumento real), PLR de três salários mais R$ 4 mil, valorização dos pisos, elevação dos auxílios (refeição, alimentação e creche/babá), auxílio-educação e previdência complementar para todos os bancários, dentre outros itens.

Ao lado do aumento da remuneração, os bancários priorizam melhores condições de trabalho e emprego, cobrando o fim das metas abusivas, o combate ao assédio moral, mais segurança contra assaltos e sequestros, proteção ao emprego, mais contratações, reversão das terceirizações e fim da precarização dos correspondentes bancários.

“Os bancos apresentaram uma proposta aquém de nossa expectativa na última negociação e nos jogaram para a greve. Portanto, após a rejeição da proposta patronal será a hora de mostramos mobilização em todo país e lutar para arrancar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais”, afirma Elmira Farias, presidente do Sindicato dos Bancários do Acre (SEEB-AC).

Leia também:

Bancários de 24 estados e do DF iniciam greve por tempo indeterminado

 
 Bancários do Paraná, de mais 23 estados e do Distrito Federal iniciaram hoje (29) uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada na noite de ontem (28), em assembleias da categoria realizadas em todo o país. Em Curitiba, segundo o Sindicato dos Bancários, cerca de 1,2 mil trabalhadores participaram da avaliação da proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para deliberar sobre os rumos da Campanha Nacional dos Bancários 2010.

A proposta de reajuste que contempla a reposição da inflação (4,29%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC) foi rejeitada por unanimidade. No Paraná, apenas o sindicato de Arapoti e região não votou pela paralisação, mas os trabalhadores decidiram permanecer estado de greve.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Otávio Dias, considerou desrespeitosa a maneira como os banqueiros vêm conduzindo as negociações. Lembrou que em 2009, em todo o Brasil, 7.222 agências adeririam à mobilização. Segundo ele, a expectativa é que este ano a adesão seja maior.

Em Curitiba devem permanecer fechados os centros administrativos (sedes onde são realizados os serviços internos dos bancos) da Caixa Econômica Federal, do HSBC e Banco do Brasil. Apenas os caixas de autoatendimento funcionarão hoje. A expectativa do sindicato é que a adesão seja total entre os 18,1 mil bancários da capital e região, que trabalham em 446 agências. Em todo o Paraná, há 1.330 agências bancárias, onde trabalham 29,8 mil funcionários.

Neste ano, a categoria busca conquistar um reajuste recorde de 11% (7% de aumento real, mais 4,29% de reposição da inflação medida pelo INPC). As reivindicações dos bancários também incluem um piso salarial de R$ 1,51 mil para portaria, R$ 2,15 mil para escriturário, R$ 2,91 mil para caixas, R$ 3,64 mil para primeiro-comissionado e R$ 4,85 mil para primeiro-gerente.

Os bancários pedem ainda Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil fixos, aumento para um salário mínimo do valor do auxílio-refeição, mais contratações, medidas de proteção à saúde do trabalhador e ao emprego, entre outras reivindicações.  (Agência Brasil)

 

 

 

 

Assuntos desta notícia

Join the Conversation