Bancários não aceitam proposta e entram em greve

Com o apoio da grande maioria dos filiados, o Sindicato dos Bancários do Acre decidiu ontem aderir ao movimento nacional e cruzar os braços.O movimento seguirá até que os patrões oferecem propostas que atendem as reivindicações. A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) propôs um reajuste 4,25%, o que foi rejeitado pelos trabalhadores.

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O sindicato pleiteia um aumento de 11%, correspondendo à inflação dos últimos 12 meses, mais ganhos reais. Os bancários também lutam um PLR (Participação nos Lucros Reais) no valor de três salários mínimos, além de R$ 4.000 anuais. Os trabalhadores reivindicam, ainda, valorização dos pisos, elevação dos auxílios (refeição, alimentação e creche/babá), auxílio-educação e previdência complementar.

“Os bancos apresentaram uma proposta aquém de nossa expectativa na última negociação e nos jogaram para a greve”, disse Elmira Farias, presidente líder do movimento no Estado. 

Os profissionais acreanos concentram o movimento no centro da capital, na Praça Povos da Floresta. É no local que a categoria discute as propostas apresentadas pelos patrões e recebem informações do andar das negociações em São Paulo.

Outro anseio dos bancários é quanto a melhores condições de trabalho e emprego, cobrando o fim das metas abusivas, o combate ao assédio moral, mais segurança contra assaltos e sequestros, proteção ao emprego, mais contratações e reversão das terceirizações.

Somente os serviços essenciais foram mantidos. Na manhã de ontem houve muita confusão nas agências centrais. Muitos dos clientes foram pegos de surpresa com a greve. Para resolver as pendências financeiras, o mais recomendado é ir aos terminais eletrônicos.  O movimento atinge tanto bancos públicos como privados. 
 

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