Comunidade se solidariza com familiares de garota morta a caminho da escola

A frente da residência onde morava a adolescente morta a caminho da escola, no bairro Triângulo Novo, amanheceu ontem (29) cheia de cartazes de protesto. Um deles expõe a seguinte mensagem: “Pais eduquem seus filhos, não os ensine a matar”. Foram deixados lá por estudantes e moradores que estão indignados com o trágico fim da garota.

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Jaqueline da Cunha tinha 12 anos e teria sido morta por uma outra menor de 10 anos. A família ainda busca uma explicação para o que realmente aconteceu. De acordo com a avó da adolescente, Maria da Conceição da Silva, 61 anos, ela saiu de casa na companhia de outras menores para ir a escola, como fazia diariamente. Minutos após chegou à notícia de que havia levado um tiro.

Assustada com a onda de violência no bairro, Dona Conceição promete tirar da escola outras duas netas menores. “Aconteceu com uma, quem garante que não vai acontecer com as outras”, diz temerosa. Vitória, de 8 anos, prima de Jaqueline estava com ela no momento da tragédia, mas até ontem não tinha conseguido falar nada para a família. Ela apenas chora e diz ter sido horrível.

O corpo da adolescente foi sepultado às 7h30min da manhã de ontem no cemitério Morada da Paz, na Estrada do Calafate. Alunos da Escola Anita Garibaldi, onde estudava a vítima, integraram o cortejo. Dona Conceição preferiu ficar em casa na companhia de outros cinco netos. Seu maior desejo é de Justiça.

Jaqueline é filha de pais separados. Era a caçula de cinco irmãos. Vivia na companhia da avó e do pai Mariano José da Silva na Rua Padre José, no bairro Triangulo Novo. A mãe e os demais irmãos moram em Porto Velho (RO). A avó diz que a adolescente sempre demonstrou bom comportamento e que tinha prazer em ir à escola.

De acordo com informações repassadas por vizinhos, a espingarda que matou a adolescente é de Setas e teria sido adaptada para disparos com calibre 22. Também existem queixas de que a menor apontada como autora do disparo era acostumada a exibir a arma na janela de casa. O caso está sob a investigação da polícia.

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