Falido, Banacre deve R$ 50 mi à Receita Federal

Usado por políticos e empresas aliadas para benefício próprio, o Banacre (Banco do Estado do Acre) foi à falência no final da década de 1990 e deixou dívidas exorbitantes para a sociedade pagar. Uma delas foi com a Receita Federal, que cobra do Estado R$ 50 milhões referentes ao não pagamento de impostos e outros recolhimentos obrigatórios.

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O Banacre foi à bancarrota em 1999, e dede então está em processo de liquidação. À frente dos trabalhos está a procuradora Maria Lídia Soares. Segundo ela, o montante cobrado pela Receita é questionado na Justiça Federal. O Estado quer diminuir o valor da cobrança. “Até agora temos obtidos bons resultados [na Justiça]”, diz ela.

Além de ser cobrado, o Banacre também aciona na Justiça antigos clientes que obtiveram empréstimos e não quitaram. A procuradora não soube especificar o valor a ser ressarcido aos cofres públicos. Outra questão que atrasa a extinção completa do banco são ações judiciais de antigos funcionários que cobram direitos trabalhistas.

Lídia Soares afirma que não há previsão de conclusão dos processos relacionados ao Banacre. Enquanto isso, o Acre continuará a pagar os prejuízos deixados pela malversação dos antigos gestores. O governo separa todo ano parte do orçamento para pagar as dívidas do banco, além de outras estatais sucateadas no mesmo período.

Antes uma das principais instituições do Estado, que tinha como sede um dos prédios símbolos do centro da cidade, agora o Banacre tem apenas 16 funcionários e funciona em uma sala nos altos de um prédio comercial.

Somente esse ano, a atual estrutura do banco já gastou quase R$ 900 mil. As despesas referem-se a pagamentos de custos processuais, parcelas repassadas ao Tesouro Nacional, folha de pagamento e tickets de alimentação fornecidos ao atual quadro de servidores.   

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