Estudante de 12 anos é assassinada com um tiro de rifle a caminho da Escola

A estudante Jaqueline da Cunha, 12 anos, moradora da Rua Padre José, bairro Triângulo Novo, foi assassinada com um tiro de rifle disparado por uma criança de 10 anos.

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O crime aconteceu por volta do meio dia de segunda-feira, 27, na Rua Maria das Lurdes, mesmo bairro onde a vítima morava.

Segundo o que a polícia apurou, a menina caminhava em direção a Escola Anita Garibaldi, quando passava em frente à residência de um adolescente de 14 anos que estava acompanhado de uma criança de 10 anos.

O adolescente e a criança passaram a xingar a menina por causa da cor de sua pele. Mesmo assim a garota não respondeu aos insultos e seguiu a viagem.

Não conformados com o silêncio da garota, a menina de 10 anos de idade teria efetuado um tiro que atingiu as costas da vítima, transfixando, até sair na altura do peito.

A vítima foi socorrida por uma equipe de paramédicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em gravíssimo.

Na manhã desta terça-feira, 28, a vítima que estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Pronto-Socorro, não resistiu e morreu.

A polícia apreendeu a arma e o adolescente que na Delegacia assumiu ter sido ele quem efetuou o disparo inocentando a menina de 10 anos.

Segundo as informações de testemunhas, que não quiseram se identificar com medo de represálias, a criança acusada de efetuar o disparo sempre brincava com a arma, sendo que neste dia, quando a vítima passava em frente a sua casa, fez provocações à vítima chamando a mesma de “neguinha”.

Moradores da rua informaram que já haviam denunciado o fato da criança permanecer em frente a sua residência armada com um rifle, mas a polícia não tomou providências.

O trabalhador Mariano José da Silva, pai da criança morta, registrou queixa na Delegacia de Proteção a Criança e o Adolescente e afirmou esperar que a Justiça seja feita. “Infelizmente minha filha teve que ser covardemente assassinada para que a polícia apreendesse a arma,” lamentou o pai da vítima.

O delegado responsável pelo caso, Wagner Moura, liberou o adolescente. Já a principal suspeita,a menina de apenas 10 anos, também foi ouvida pelo delegado, e posteriormente liberada pelo delegado.

O delegado afirmou que o proprietário da arma que é pai da criança acusada de efetuar o disparo será responsabilizado criminalmente.

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