Não se valoriza

Em “Ribeirão do tempo”, na Record, Bruna Di Túlio interpreta uma secretária com tudo em cima, Lílian. É apaixonada pelo chefe e amante Nicolau (Heitor Martinez). Mesmo sendo vítima de violência, ela insiste em continuar com o relacionamento.
Bruna-Di
Outra lição que deixou o resgate do Chile
Durante o resgate dos mineiros, no meio da semana, a repórter Fabiana Teixeira, da Record, fez da cobertura – um fato que mexeu com o mundo – o seu festival de lamentações – “estamos aqui no deserto do Atacama, no Chile, sem nada para comer. Eu e minha equipe só temos água que o governo chileno nos dá. Por aqui não tem nada para podermos comprar e, quem está aqui, se sair não pode voltar. Não temos onde dormir, isso só vai acontecer quando tudo aqui acabar e vamos poder voltar ao nosso hotel”. E, aí, os seus tantos telespectadores certamente se perguntaram: e eu com isso?

Caso de também perguntar: o que ela esperava encontrar por ali? Um shopping, uma lanchonete do Mc Donald’s, um carrinho de Hot Dog ou o Fasano?
Alguns repórteres, mal orientados, precisam entender que o  culto ao ego e à própria imagem devem ficar limitados ao espelho do banheiro de casa. E olhe lá. 

O jornalista não pode, em nenhuma situação, se preocupar em virar notícia. Precisa, isto sim, reportar o que acontece, papel na mão com as informações colhidas no local, sem trocar nomes ou estado civil de ninguém. Ou querer botar a culpa em alguém pela falta de informações.
A cobertura do resgate no Chile deixou mais esta lição. O que se espera é que alguns aproveitem.

É isso
Na Record, está certo que “Os Legendários” e o “Show do Tom” param com as suas apresentações em dezembro e só devem voltar em fevereiro, devidamente reestruturados.
Ainda não se sabe se a mesma determinação valerá para outros programas da “linha de shows”.
 
Passo à frente
Demorou mas a Record, de São Paulo, já está com todos os programas jornalísticos gerados em alta definição. Agora, a emissora exibe cerca de 43h45min de programação própria semanalmente em HD.
É pouco se comparado às suas principais concorrentes, mas já é considerado um grande avanço, tendo em vista que, até julho, a Record exibia apenas o “Ídolos” e o “CSI” com esta tecnologia.

Por exemplo
A Globo não tem o “Jornal Nacional”, por exemplo, transmitido em alta definição até agora, porque ainda não possui equipamentos suficientes em todas as praças.
As dificuldades não se limitam ao estúdio ou câmeras, mas a ilhas de edição para atender a toda demanda.
 
Diante disso
Como ainda não é possível alcançar essa uniformidade em termos de rede, a Globo prefere nos seus informativos continuar com o sinal analógico.
Bandeirantes e Record, ao contrário, mesmo gerando os telejornais em HD dos seus estúdios, quando recebem material analógico entram com o letter box, tarjas nas laterais.
 
Fazendo o possível
A Globo errou na escolha, mas não está poupando esforços na tentativa de melhorar, pelo menos um pouquinho, a audiência de “Sete Pecados”, em reprise no “Vale a Pena Ver de Novo”.
As chamadas da novela passaram a entrar nas faixas mais nobres da programação. Por isto, entenda-se, os intervalos do “Jornal Nacional” e “Passione”.
 
Cinema I 
Jorge Loredo, o histórico Zé Bonitinho de “A Praça é Nossa”, é uma das atrações no elenco de “O Palhaço”, novo filme de Selton Mello, com lançamento para 2011.
Nei, gerente de uma loja e que gosta de contar piadas, é o personagem, que irá motivar o protagonista, vivido pelo Selton, a seguir carreira como palhaço.
Eles trabalham juntos pela segunda vez.

Cinema II
Historinha: em 2006, Selton Mello dirigiu Jorge Loredo no curta- metragem “Quando o tempo cair”. Um pouco antes, o havia entrevistado no “Tarja Preta”, programa do Canal Brasil, quando quis saber o porquê de ele estar afastado do cinema desde 1978.
Resposta do Loredo: “porque não me convidam!”.

Importante
O debate Folha/Rede TV!, logo mais, a partir das 21h10, por tudo o que representa e pode vir a representar, está entre os grandes destaques da nossa TV neste domingo.
O jornalista Kennedy Alencar vai mediar este novo encontro entre os candidatos Dilma Rousseff e José Serra, que pode traçar caminhos definitivos para a eleição do próximo dia 31.

BATE E REBATE

* Latino gravou o “Show do Tom” como convidado especial. Mas só irá ao ar no programa da outra segunda-feira.

* César Filho está imprimindo um ritmo diferente na apresentação do sangrento “Boletim de Ocorrências” do SBT.

* Leva de um jeito mais light, brincando um pouco e em tom radiofônico, com frequência, dando a hora certa.

* A Globo, a partir do mês que vem, bota a mão na massa do “Big Brother”. Começam os preparativos do programa.

* As reformas na casa, no entanto, só deverão estar concluídas no fim de dezembro, praticamente às vésperas da estreia.

* Como algumas situações estão presentes em ambos os programas, ou seja, palavras de duplo sentido puxando para a baixaria, fica complicado saber se é o “Zorra Total” que copia o “Casseta & Planeta” – ou vice-versa. Mas uma coisa é certa: perdem os dois.

* Deivy Rose, recém-saída de “A Cura”, na Globo, agora  avalia projetos para o teatro.

* O trabalho na série de João Emanuel Carneiro proporcionou uma grande visibilidade à atriz, que viveu Berenice, mulher do prefeito Antonio Paulo (Ferrucio Verdolin).

* O prêmio extra de R$ 500 mil, em “A Fazenda”, está previsto para sair na edição de 18 de novembro, uma quinta-feira.

* Portanto, no mesmo dia de uma eliminação.

C´est fini

Sugestões de quem entende do assunto: a pedido da coluna, o autor Gilberto Braga, que não está nem um pouco surpreso com o sucesso de “Vale Tudo” no Canal Viva – “a novela é boa”, diz – listou uma relação de histórias que gostaria de assistir novamente no sistema aberto.
– “Eu, pessoalmente, gostaria muito de rever Pecado capital, Duas vidas, O espigão, Bandeira dois, O bem amado, Escalada, Dancin’ days, Água viva, Celebridade, Paraíso tropical, Corpo a corpo, Guerra dos sexos, Sassaricando, Rainha da sucata, Tieta, Porto dos Milagres, e muitas outras”.
Para o pessoal do “Vale a pena ver de novo”, que anda sofrendo com a reprise de “Sete pecados”, aí está a nossa humilde colaboração. 
Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!

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