Política local 12/10/2010

“Não tenho nem dúvida que o governador eleito Tião Viana fará uma gestão política”.

Deputado eleito Astério Moreira (PRP)

Revendo a história
Oprincipal assessor político do PT, Nepomuceno Carioca, como historiador tem que buscar os exemplos no passado para se situar no presente. O império romano, o império otomano, os exércitos de Alexandre, as hordas de Gengis-Kan, poderosos, só ruíram após brigas internas. Por isso, não é de bom juízo ver com chacota a saída do deputado federal Fernando Melo do PT.

Um belo exemplo
Lembro-me que quando o Sérgio Petecão (PMN) deixou a coligação do PT choveram rios de ironias que estava liquidado e não faria falta: e eis agora o mesmo Petecão eleito senador.

Lugar cativo
A humildade na política tem que ter lugar cativo: a disputa eleitoral é uma roda de moinho. 

Há muito tempo
Essas denúncias de manipulação de pesquisas do Ibope feita por um dos pesquisadores na PF não é novidade. Basta pegar as quatro últimas eleições majoritárias, no Acre, que errou todas.

Erro clássico
O mais clássico dos erros foi aquele “boca-de-urna”, quando o Ibope  deu Marcos Afonso (PT) como prefeito da Capital disparado sobre Mauri Sérgio (PMDB), e ganhou o peemedebista.

Mal na fita
Os prefeitos do PT estão mal com a população. Na Capital, Brasiléia, Plácido de Castro, Capixaba, Porto Acre, governados por petistas, Bocalom (PSDB), só no papo, venceu em todos.

Erro corrigido
O candidato Eber Machado (PSDC) corrigiu a sua declaração de renda no TRE/AC de que tinha um patrimônio de 127 milhões. Na verdade é 127 mil. Foi um erro de digitação. Fica o registro.

Quadro complicado
É em cima deste quadro político desfavorável que o governador eleito Tião Viana (PT) tem que se debruçar, urgente, e exigir que seus secretários não caiam no deslumbramento dos atuais.

Só pode ser
Ocupante de cargo de con-fiança tem que colocar na cabeça que não chegou ao posto por concurso público, e que lá está devido à ação dos políticos em ralar para ganhar a eleição.

Começar em casa
O padre Mássimo Lombardi passou um carão em entrevista da mistura de religião com política. O que dizer do padre Asfury, que vai às lágrimas puxando as passeatas da FPA?

Movimento evangélico
Deputados eleitos no meio evangélico mal terminaram as eleições, passaram a organizar um movimento, visando a disputa da Prefeitura de Rio Branco, em 2012.

Virando consenso
Conversei ao longo do dia de ontem com quatro deputados eleitos sobre a escolha do futuro presidente da Assembléia, e todos citaram o deputado Hélder Paiva (PR) com o nome ideal.

Garantia de diálogo
E todos também acreditando que pelo fato do governador eleito Tião Viana (PT) vir do parlamento será retomado o diá-logo respeitoso entre o Executivo e a classe política.

Nome citado
Nas rodas de comentários Sue-ly Melo é citada como forte concorrente à Secretária de Saúde.

Precisa correr
Se os dirigentes do PT querem emplacar uma vitória de Dilma Rousseff (T) no segundo turno terão que acelerar a campanha, pois onde se anda se nota a preferência por José Serra (PSDB).

Bem melhor
Com todos os pesares, para o Acre, melhor seria a vitória da candidata petista.

Só por isso
As verbas liberadas pelo presidente Lula ao Acre não levaram em conta o quesito econômico, mas as boas relações com os irmãos Viana. Com Serra presidente, tenho dúvida que se repita.

Posso me enganar
Cá entre nós, tenho sérias dúvidas, pelos nomes eleitos, que a futura bancada de oposição chegue ao menos perto, em combatividade, da que integrará a próxima legislatura na Aleac.

Se lembram?
Sempre coloquei aqui neste espaço as reclamações dos políticos com o pouco caso que sofriam no governo. Mas, as cabeças iluminadas achavam que, tinham que pisar os deputados.

Pensamento idiota
É um pensamento idiota pensar que um governo tem que ser apenas técnico.

Gabriel, o demolidor
O presidente do PSB, Gabriel Maia, é o demolidor, o Hulck da política acreana. Com suas trapalhadas ao estilo de um elefante numa casa de louças quase acaba com o partido.

Jogaram errado
Quem deve estar rindo são os deputados eleitos Walter Prado (PDT) e Astério Moreira (PRP), expulsos por ele do PSB, venceram a eleição, e o guru do Gabriel, Delorgem Campos, perdeu.

Jogo político

É tolice pensar que o próximo presidente da Assembléia Legislativa vai cumprir o mandato sem dialogar com o governador eleito Tião Viana (PT). Os poderes são independentes, mas são harmônicos entre si. É também do parlamento que a bancada majoritária é quem escolhe o presidente. Foi assim quando a oposição governava, é assim agora, e sempre será. É o jogo político.

 

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