Política nacional 01/10/2010

“Eu não faço discurso de conveniência”.


Marina Silva, candidata do PV, criticando a mudança de posição de Dilma sobre aborto.

Decisões do Supremo colocam o TSE em xeque
As recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, alterando regras e leis às vésperas das eleições, tornam sem sentido a existência do Tribunal Superior Eleitoral e da própria Justiça Eleitoral. Apesar de a Constituição determinar que o TSE é a instância máxima eleitoral e que suas decisões não são passíveis de recurso, o STF na prática tem alterado suas sentenças e até “interpretado” a legislação eleitoral.

Para quê?
Pela Constituição, decisões do TSE só podem ser questionadas quanto à constitucionalidade. Mas há muito o STF ignora esse entendimento.

Ninguém aguenta
Justiça Eleitoral é invenção brasileira, única e cara: só a nova sede do TSE custou R$ 500 milhões. Para funcionar duas noites por semana.

Supremacia
Especialista em Direito Eleitoral, Luciana Lóssio não vê problemas na atitude do STF: “É normal que a última palavra seja da Suprema Corte”.

Pergunta na platéia
Se o Tiririca for eleito, com outras dezenas de “palhaços-candidatos” e vice-versa, quem será o último a sair para apagar a luz do picadeiro?

Requião, de ‘Maria Louca’ a ‘Maria da Penha’
O ex-governador do Paraná Roberto Requião tem tomado uns sopapos. No aeroporto de Campo Mourão, foi esbofeteado pelo ex-deputado Rubens Bueno e, depois, num restaurante do litoral, sentiu a mesa pesada de João Feio, diretor do Porto de Paranaguá e leal ao governador Orlando Pessutti, seu novo desafeto. Adversários maldosos já não chamam Requião de “Maria Louca”, mas de “Maria da Penha”. 

João Teimoso
Há alguns anos, Requião foi ao solo no lobby do Hotel Bourbon, em Londrina, nocauteado pelo falecido empresário Ciro Frare.

Põe na conta
Reserve seu dólar, aquele “da sorte” na carteira: é sua contribuição ao empréstimo de US$ 200 milhões do Banco Mundial ao Bolsa-família.

Escândalo
No peito do árbitro que impediu a vitória do Botafogo, quarta (29), certamente pulsa um coração corintiano. Na melhor das hipóteses.

Campanha virtual
Um balanço da campanha de José Serra mostra que, para o tucano (que lutou tanto para inviabilizar a candidatura de Aécio Neves), o importante era só competir: ele não apareceu na maioria dos estados, onde não foram vistos cartazes, adesivos, nada. Nem comícios.

E daí?
A procuradora eleitoral Sandra Cureau pediu ao TSE nova multa a Lula por campanha pró-Dilma na coluna que ele “escreve” em vários jornais. Lula já foi multado sete vezes. Coitado do amigo dele, Paulo Okamoto.

Calote no DF não poupa…
O governo de Rogério Rosso, no DF, cria dificuldades aplicando calote: bloqueou o pagamento às clínicas que todos os dias atendem a cerca de oitocentos pacientes pobres de hemodiálise, mais de 95% do total.

…pacientes de hemodiálise
O Ministério da Saúde liberou R$ 2 milhões, dia 8, para os serviços de hemodiálise de julho. Pela Lei Orgânica da Saúde, o governo do DF deve pagar as clínicas em cinco dias, mas aplicou o dinheiro no BRB.

Eleitores ousados
O terceiro lugar de Heloisa Helena nas pesquisas, em Alagoas, levou o PSOL a “denunciar” que “estão querendo roubar” dela o mandato de senadora. Como se os eleitores não tivessem direito a outras opções.

Caça-fantasmas
A revista L’Express atribuiu ontem a “derrota anunciada” de José Serra, entre outros problemas, à superstição: o QG tucano se instalou no ex-edifício Joelma onde, em 1974, 188 pessoas morreram num incêndio.

Plágio
A atitude do equatoriano Rafael Correa, desafiando de uma janela os militares a atirarem nele, é idêntica a de Fernando Collor, em 1986, ao desafiar pistoleiros que o ameaçavam em Limoeiro de Anadia (AL).

PV dos ricos
Além de Marina Silva (PV) haver escolhido um dos empresários mais ricos do país para vice, em Pernambuco o mais endinheirado candidato a governador é o empresário Sergio Xavier, do mesmo PV. Ficou rico na empresa que criou após deixar um cargo no Ministério da Cultura.

Pensando bem…
…foi do Barbalho a decisão do TSE de barrar a candidatura de Jader.

PODER SEM PUDOR

Silêncio, senador
Os senadores Hugo Napoleão e Marcondes Gadelha foram almoçar na casa de Jânio Quadros para convidá-lo a filiar-se ao finado PFL.

Estavam nervosos com a presença de dois cães do ex-presidente sob a mesa, ameaçando avançar na comida. Napoleão começava a falar e foi interrompido pelo anfitrião, autoritário:

– Silêncio!…

Logo depois, o senador tentou retomar a conversa, mas outra vez se calou diante de um novo e constrangedor “Silêncio!”. A saia justa só acabou quando Jânio esclareceu que “Silêncio” era o nome de um dos cães.

 

 

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