Política nacional 02/10/2010

“A maioria do povo quer a continuidade do governo”.

 
Presidente Lula esbanjando otimismo na vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno.

Juiz severo, Ayres Britto enfrenta terrível dilema
Rigoroso com o comportamento ético de magistrados, o ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal,enfrenta um dilema terrível com o vídeo que confirma revelação desta coluna, em 16 de setembro, sobre a negociação do seu genro Adriano Borges para atuar na defesa de Joaquim Roriz. Juiz severo, ele foi implacável com o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça, cujo irmão usou seu nome em suposta venda de sentença. E não havia prova material, nem vídeo.

Mulher de César
No caso Medina, Ayres Britto lembrou que o juiz é mais que a mulher de César, que não apenas deve ser como também parecer honesta.

Manobra ousada
O objetivo da negociação com o genro, que pediu R$ 4,5 milhões de honorários, foi afastar do julgamento o ministro, voto certo contra Roriz.

Impedimento
O parentesco com o advogado e a sócia, filha de Ayres Britto, obrigaria o ministro a se declarar impedido de julgar processo contra Roriz.

De fato, não sabia
Homem honrado e magistrado admirado pelo saber jurídico e a conduta ética, o ministro Carlos Ayres Britto ignora os negócios do genro.

Rigotto trancou a porta
Em junho, o ex-governador Germano Rigotto exigiu ser o candidato solitário do PMDB gaúcho ao Senado. Trancou a porta para o deputado Ibsen Pinheiro, que pretendia a segunda vaga. Rigotto justificava o veto dizendo que Ibsen lhe tiraria votos. Agora, véspera de eleição, bate o desespero: o DataFolha dá na liderança Ana Amélia (PP), com 53%, e Paulo Paim (PT), com 49%. Rigotto, o solitário, despencou para 39%.

O soma-zero
Aflito, Germano Rigotto agora faz campanha pelo “voto de soma-zero”, para que seus eleitores não utilizem o segundo voto.

Vice na foto
Dilma mudou de atitude no debate da Globo: permitiu que o vice Michel Temer a acompanhasse, ao contrário do primeiro debate, na Band.

Reencarnação
Depois do “desapopriação” (sic) e do “tráfego”, em vez de “tráfico”, não resta mais dúvida: Lula e Dilma frequentaram a mesma escolinha.

Planeta vermelho
Quem suportou até o fim o debate na Globo, nesta quinta, deve ter se sentido em Marte, onde inexistem as Farc, mensalão, dossiês, quebra de sigilo e muito menos a bem-sucedida empresa Guerra & Filhos. 

É um luxo o jatinho…
Marina Silva (PV) tem voado pelo Brasil em um jato Falcon 2000 Easy, tinindo de novo, emprestado por um misterioso empresário. Custa US$ 50 milhões. É mais luxuoso que o Legacy do seu vice Guilherme Leal.

…usado por Marina
O jatinho usado por Marina tem sala de estar, bar, cozinha, DVD, telefonia por satélite, sofás e cama de casal, e comissária de bordo. Para humilhar os “simplórios” Citation de Dilma e o Learjet de Serra.

Dupla competente
A comunicação eficiente da campanha do candidato Antonio Anastasia (PSDB), em Minas, esteve nas mãos de uma dupla de craques: Rui Rodrigues e Paulo Vasconcelos. Eles fizeram a diferença.

Senadora Gleisi
Na contabilidade pessoal de Lula, uma alegria: Gleisi Hoffman (PT), mulher do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), seu amigão, será a senadora mais votada do Paraná à frente de Roberto Requião (PMDB).

Está, não está
A pedido do deputado Jafran Frejat (PP), o Tribunal de Contas do DF informou por escrito que ele “não consta do rol de responsáveis” pelos desvios de R$ 1,3 milhão da Secretaria de Saúde do DF. Mas o nome dele aparece na lista da página 134 do relatório do próprio TC-DF.

PF de olho na eleição
É a Delegacia de Defesa Institucional (Delins) da Polícia Fe-deral que apura denúncias de crime eleitoral. Agentes são acionados para checar acusações de crimes e depois a investigação é direcionada a Delinst.

Rico, eu?
O candidato a governador de Pernambuco pelo PV, Celso Xavier, nega que tenha ficado rico após deixar o Ministério da Cultura. Diz que é um “pequeno empresário” do setor de inovação tecnológica há dez anos.

Pensando bem…
…a eleição deste ano mostrou que debate entre candidatos virou apenas uma sucessão de monólogos cronometrados.

PODER SEM PUDOR

Milagre da natureza
Delfim Netto era poderoso ministro, em 1982, e seu gabinete estava lotado de produtores de laranja paulistas, atormentados pelos preços baixos no mercado internacional. Delfim os recebeu em pé:

– Sinto muito, não haverá reunião. Podem voltar pra casa.

Antes que os produtores saíssem do estado catatônico com a inesperada recepção, Delfim abriu um sorriso e deu a notícia que eles ainda ignoravam:

– Acaba de haver uma tremenda geada na Flórida. Não tem mais safra de laranja nos Estados Unidos. Os preços vão disparar. Tratem de negociar!

 

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