Política nacional 07/10/2010

“Ou ganhamos juntos ou não ganha ninguém”.

Deputado Henrique Alves (RN) pedindo participação do PMDB na campanha de Dilma.

Brasileiros vão virar alvo na fronteira do Líbano
A Marinha do Brasil estuda enviar em fevereiro 150 fuzileiros navais para a “força de paz” da ONU numa das regiões mais perigosas do planeta: a “linha azul”, que separa Israel da área controlada, no Líbano, pelos terroristas do Hezbollah. A missão na Unifil (versão libanesa da Minustah, no Haiti) começa em dezembro, com o envio de um almirante e seu estado maior – quatro oficiais superiores e ajudantes suboficiais.

Bucha de canhão
O Brasil foi convidado para a “força de paz” no Líbano após a Itália anunciar que abandonaria a área e a Indonésia declinar da “honraria”.

Petição de miséria
A Marinha do Brasil, que já planeja a missão, não enviará ao Líbano navios operacionais, porque é péssimo o estado da nossa Força Naval.

Corpos em sacos
“Se houver essa missão no Líbano, logo teremos corpos em sacos de plástico voltando ao país”, adverte veterano oficial superior da Marinha.

Inferno na terra
O mais recente conflito entre tropas israelenses e terroristas, na “linha azul”, no início de agosto, matou soldados “boinas azuis” e feriu civis.

Deputado do PT
Recém-eleito deputado federal, Vicente Cândido (PT-SP) está numa encrenca mundial: o sumiço de 20 contêineres com US$ 6 milhões em roupas e brinquedos doados pela Solidary (fundação de empresários, sediada nos EUA) para crianças carentes no Brasil. A Solidary tenta há dois anos descobrir a carga no porto de Santos e apelou em vão a Lula e à primeira-dama, Marisa Letícia. A carga está oficialmente “perdida”.

Sem destino
Vicente Cândido diz que a Fundação pediu ajuda a ele em 2008, mas “não seguiu trâmites burocráticos”. Diz não saber o destino da doação.

O intermediário
A Solidary, que tem empresários brasileiros, admite que confiou no deputado porque “ele se ofereceu”, durante viagem oficial aos EUA.

Fantasma africano
Com medo da abstenção no segundo turno, a embaixada do Brasil em Angola faz campanha maciça pelo voto no dia 31. Teme que dê praia…

Favas contadas?
Enquadrado como ficha suja, Jader Barbalho (PMDB-PA) dá como favas contadas sua vitória no Supremo Tribunal Federal. Em Brasília, seus aliados dizem que ele é “amigo da maioria dos ministros” e revelam o palpite do chefe para o julgamento do recurso: 8×2.

Serra quer distância
Em Brasília, ontem, José Serra evitou aproximar-se da candidata ao governo Weslian Roriz, assim como recusou o apoio do marido dela, no primeiro turno. Ele prefere o “Comitê Agnelo-Serra”, proposto pelo PPS.

Barril de pólvora
Lula não confia no taco de Dilma: não a queria no debate da Band, domingo. Acha que José Serra tentará desestabilizá-la emocionalmente porque sabe que ela reage a provocações. Mas Dilma vai ao debate.

Negócio fechado
Articula-se no submundo político do DF um novo aumento na tarifa de ônibus, logo após o segundo turno. Em algumas linhas, passará de R$ 2 para R$ 3. Segundo especialistas, isso aumentará o faturamento das empresas em R$ 30 milhões ao mês. O primeiro mês será o preço.

O mundo dá voltas
Na campanha para governador do Piauí, Lula e Dilma aban-donaram um antigo aliado, senador João Vicente Claudino (PTB). Agora, no segundo turno, o Planalto tenta o apoio de “JVC”, como Lula o chama.

Nova jogada
O argentino Alfonso Rey planeja usar aviões de sua empresa de cargas MTA, cujo contrato milionário com os Correios a Justiça suspendeu ontem, em vôos charters entre São Paulo e Miami. E a Anac informa que a “cheta” – permissão de vôo – da MTA não tem prazo de validade.

Sarkô ama Lula
O Brasil é o maior comprador de armamentos da França, festeja o jornal Le Figaro. Quase € 6 bilhões entre 2000 e 2009. Sem falar na compra dos caças Rafale. A decisão, diz o jornal, será em dezembro.

Pau na máquina
Às moscas, a Câmara dos Deputados mostrou serviço nas notícias on-line: “partidos da coalizão de Dilma conseguem maioria”. Como se já vitoriosa fosse. O certo seria “coalizão governista”, e olhe lá.

Ninho de cobras
Ciro e Dilma: um deles terá que ser anestesiado até o segundo turno.

PODER SEM PUDOR

Completo controle
Em agosto de 1961, o jornalista Newton Pedrosa trabalhava na Gazeta de Notí-cias, de Fortaleza, e foi pautado por Tarcísio Holanda para entrevistar o deputado cearense Adahil Barreto, líder do Jânio Quadros na Câmara Federal. Durante a entrevista perguntou como ia o presidente Jânio Quadros, e o líder respondeu:
– O presidente está muito bem, tem completo controle das Forças Armadas, e reina calma em todo o país.
No dia seguinte, Jânio renunciaria.

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