Política nacional 15/10/2010

“Não temos do que reclamar. Estamos na frente”.

Michel Temer, vice de Dilma, para quem o empate técnico é “forçação de mão”.

Empate técnico’ abre tempos de cólera no PT
Otempo fechou, no comitê de Dilma Rousseff (PT), ontem, com a divulgação da pesquisa CNT/Sensus apontando empate técnico com José Serra (PSDB), na disputa do segundo turno: 46,2 x 42,7%. Por ordem de Lula, o ministro da Propaganda, Franklin Martins, deu piti no comitê exigindo “pancadaria” no tucano. Antonio Palocci e o marqueteiro João Santana tentaram ponderar, e o tempo fechou.

Tá feia a coisa
Razões para pânico: a distância entre Dilma e Serra caiu de oito para seis e ontem para apenas quatro pontos percentuais (CNT/Sensus).

Calado!
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, há dias deixou de tuitar: após entrevista admitindo erros no primeiro turno, levou uma bronca federal.

Geleira chilena
Os mineiros do Chile são pé-quente. Já imaginou Lula “dando uma forcinha” in loco caso Dilma fosse eleita no primeiro turno? Toc-toc.

Desvio
Dilma cancelou um comício com Lula hoje em Londrina (PR), onde estará o tucano José Serra com o governador Beto Richa (PSDB).

Empresa fica em 7º…
O Tribunal de Contas da União fiscaliza licitações e o uso dos recursos públicos, mas quem fiscaliza o TCU? A pergunta não se cala para seis licitantes no TCU, desclassificados um a um até ser declarada vitoriosa a empresa que ficou em sétimo, na disputa pelo contrato de R$ 436,2 mil para manutenção de jardinagem. A vencedora, Florart Paisagismo Ltda, que coincidência!, já presta serviços há cinco anos para o TCU.

Jeitinho
O TCU desclassificou as seis licitantes sob alegações bobas, mas a vencedora teve a chance de “ajustar” e recompor sua proposta.

Muito estranho
Um “Atestado de Capacitação Operacional do Crea”, que não existe, estava entre as exigências eliminatórias na licitação do TCU.

Desculpa
O TCU informou que a proposta vencedora concordou em fechar seu contrato por um valor 7,51% menor que o valor estimado. Ah, bom.

Despreparo
A candidata do PSC ao governo do DF, Weslian Roriz, fugiu do debate, ontem, com seu adversário Agnelo Queiroz (PT). Em carta à Band, ela alegou que não teve tempo para se preparar. Imaginem para governar.

A ficha que cai e…
D. Weslian e o vice Jofran Frejat, contaram horário eleitoral que numa madrugada “caiu a ficha” e Joaquim Roriz desistiu de disputar o governo do DF. Só não explicaram qual ficha caiu: a limpa ou a suja?

…a insônia que vem
No seu relato, Jofran conta que, caída a ficha, Roriz ligou pra ele ainda de madrugada. “Jofran, você está acordado?” Ele: “Claro, governador. Eu sou cirurgião!…” Como confiar em cirurgião que não dorme? 

Baixaria investigada
A OAB abriu processo disciplinar contra Clauber Madureira Guedes, advogado acusado de oferecer R$ 200 mil a um homem para fazer na TV falsa acusação a Agnelo Queiroz (PT), candidato ao governo do DF.

Grande perda
Outro ministro do Supremo Tribunal Federal que pode antecipar sua aposentadoria, lamentam advogados de Brasília, é o decano Celso de Mello, cujas esplêndidas decisões fazem história no STF.

Ataque desnecessário
Até petistas do Piauí reprovaram o ataque feroz de Lula aos senadores Mão Santa (PSC) e Heráclito Fortes (DEM), derrotados dia 3, durante o comício de Dilma em Teresina. Foi como chutar cachorro morto, dizem.

Uma vez sindicalista…
Ex-bancário, o ex-ministro da Previdência Ricardo Berzoini, que pôs na fila velhinhos de 90 anos, festejou a “força da categoria”, na greve que infernizou os clientes. Mas os bancos nunca foram tão felizes com Lula.

Moinhos de vento
Derrotado ao Senado, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) acha que Marina Silva alavancará o PV se entrar no 2º Turno. “Síndrome de Dom Quixote acaba com ele abraçado ao seu cavalo e a Sancha Pança”.

Uma boa idéia
Deve ter sido Lula quem agendou o encontro “pacificador” de Dilma com os líderes evangélicos ontem. Foram exatamente 51…

PODER SEM PUDOR

Ministro diurético

Mário Andreazza era ministro do Interior e visitava projetos de irrigação em Petrolina (PE). A programação foi longa, corrida, somente interrompida pelo almoço na usina de açúcar Mandaçu. De repente, o aflito Andreazza abandona o cordão de puxa-sacos e parte célere para o sanitário. Como ninguém sabia para onde ele se dirigia, todos o seguiram. Até serem interceptados por um atento segurança, com sua voz de comando:
– Senhores, por favor… o ministro vai urinar! – e ainda foi mais enfático – Xixi, mijar!…

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