Política nacional 22/10/2010

“Não sou o Rojas para ficar fazendo firula”.

Dilma Rousseff (PT) citando o goleiro chileno, mas mirando em José “Rojas” Serra.

OAB reage ao ‘Estado policial-fiscal’ no Brasil
Opresidente nacional OAB, Ophir Cavalcante, deixou no Ministério da Justiça um recado ao presidente Lula: a entidade é radicalmente contra o que chamou de “avanço do Estado policial-fiscal no País”. Ele se referia ao pacote de projetos de inspiração autoritária, elaborados pela Advocacia Geral da União (AGU), impondo medidas de execução fiscal sem que o contri-buinte tenha o direito de recorrer à Justiça.

Nem na ditadura
Ophir denuncia que o pacote autoritário dá poderes ao governo, por meio do Fisco, de exercer um papel que é hoje do Poder Judiciário.

Pura covardia
Para o conselho federal da OAB, o pacote do governo, impõe grave desequilíbrio na relação com a parte mais fraca, que é o contribuinte”.

Uma aberração
Impressiona os conselheiros da OAB que a Advocacia Geral da União, composta de bacharéis, tenha produzido tamanha aberração jurídica.

Recado dado
Como o ministro da Justiça não estava, o presidente da OAB deixou seu recado com o secretário da reforma do Judiciário, Marivaldo Pereira.

Serjão demitiu Paulo Preto
Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”, que teria sumido com R$ 4 milhões em doações “não contabilizadas” de empresários paulistas (o que José Serra desmentiu, a seu pedido), gravita em torno do tucanato há anos. Mas ainda está por ser explicada sua demissão da Cia Telefônica da Borda do Campo (CTBC), de São Bernardo do Campo (SP), ordenada pelo então ministro das Comunicações, Sérgio Motta.

Mesmo ramo
Empresário e tucano histórico, o falecido Sérgio Motta atuava, digamos assim, no mesmo ramo de Paulo Preto.

Preso por receptar…
Em junho deste ano, Paulo Preto foi preso sob acusação de receptar uma jóia de ouro furtada de joalheria do shopping Iguatemi, São Paulo.

…uma jóia furtada
Paulo Preto foi à loja Gucci avaliar uma jóia e o vendedor a reconheceu como a peça havia sido furtada um mês antes, e chamou a polícia.

Homem-bomba
Depois de Paulo Preto, está prestes a ressurgir sob os holofotes Platão Fischer-Puhler, ex-todo-poderoso diretor do Ministério da Saúde quando José Serra (PSDB) foi ministro. O homem é nitroglicerina pura.

Guerra suja no PSDB…
O senador eleito Aécio Neves pode não saber, mas sua irmã Andrea, implacável manda-chuva do seu governo, sabia tudo sobre a guerra suja pela definição da candidatura a presidente pelo PSDB. Foi nessa época que o sigilo fiscal de familiares de José Serra foi quebrado.

…quase envolveu a Kroll
Quando circulou que “serristas” supostamente monitoravam Aécio Neves, com grampos e filmagens, um importante empresário mineiro foi solicitado a contratar a empresa de Kroll Associates para investigar Serra. Ele não topou, alegando que a Kroll não faz esse tipo de serviço.

Efeito moral
Surtiu efeito de “bomba de efeito moral” na campanha de Weslian Roriz, ontem, o anúncio em Brasília da decisão da vice-governadora Ivelise Longhi de apoiar Agnelo Queiroz (PT). Bateu um desânimo…

Crise na campanha
O irritadiço coordenador da campanha de Weslian Roriz, Paulo Fona, confessou a amigos sua revolta: após tantos serviços prestados, ele foi afastado do programa de TV da candidata. Não se conforma com isso.

Na maior moita
Políticos do PMDB “desgarrados” da base de apoio ao governo Lula têm sido assediados, conforme esta coluna revelou ontem, mas muito discretamente. É para evitar a reação daqueles que sempre apoiaram Dilma e nada receberam em troca.

Arrogância
Em Brasília, uma recenseadora deixou recado ameaçador aos donos de uma casa perto do Jardim Botânico, Lago Sul, ausentes por força do trabalho: eles seriam multados caso não a recebessem até esta sexta.

Estudar para quê?
Pós-graduando em Direito e graduando em Administração, o leitor Vicente Afonso Jr, de Governador Valadares (MG), queria contar isso à recenseadora do IBGE. Mas ela nem perguntou sua escolaridade.

Alô, CNJ
Em Rio Preto (SP) já tem precedente para absurdos: um juiz condenou por ”danos morais” dois jornalistas que informaram aos contribuintes o salário de um assessor jurídico da Câmara municipal.

PODER SEM PUDOR
Irmãos, sim, mas eleitores

O lendário José Maria de Alkimim não relaxava na arte de fazer política a cada instante. Certa vez estava com dois deputados quando encontrou um sobrinho de nome Alberto, que se fazia acompanhar dos pais. Apresentou primeiro o sobrinho. Quando ia apresentar os pais do rapaz, foi interrompido por um dos  deputados:
– Qual dos dois é seu irmão, ministro?
Alkimim respondeu na maior cara de pau do mundo:
– Alberto é meu sobrinho duas vezes. Sou irmão do seu pai e de sua mãe. Um é irmão biológico, o outro é irmão por afinidade…

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