Política nacional 23/10/2010

“O eleitorado hoje quer política de resultados. Não quer baixaria”.

Michel Temer, vice de Dilma Rousseff (PT), ao afirmar que tem apoio de 90% do PMDB.

Militância reverteu ‘guerra’ da bolina de papel
Omonitoramento do comportamento do eleitor na internet, baseado na experiência da campanha de Barack Obama nos Estados Unidos, por meio de sofisticado aparato tecnológico instalado em um prédio comercial do Setor Hoteleiro Sul, em Brasília, mostrou à campanha do PT que Dilma Rousseff perdia “guerra” da comunicação, no caso do “atentado” a José Serra com bolinha de papel, até que a militância petista tomou conta das redes sociais Twitter, Facebook e Orkut.

Tempo real
O sistema montado elo PT detecta o “tema do momento” na internet e passa a produzir e disparar milhares de mensagens simultaneamente.

Nada feito
A coordenação de campanha decidiu “plantar” outro tema na internet, para ofuscar o caso da bolinha de papel, mas a militância não deixou.

Sem controle
“Nós perdemos o controle”, admite, orgulhoso, um coordenador do esquema de monitoramento do PT: “Os militantes cuidaram de tudo”.

Motivação
A declaração de Lula sobre o caso da bolinha e o Jornal Nacional colocaram Dilma em desvantagem, mas motivaram a militância petista.

Rio: caos da rede…
Indiferente ao caos na rede elétrica do Rio, o presidente da Light, Jerson Kelman, aproveitou esta semana a boca-livre do banco BNP no Teatro Municipal, que incluía a apresentação da megasoprano Jessye Norman e coquetel regado a champanhe. Pouco mais de 24h depois, o centro financeiro da cidade sofreu um apagão de seis horas, levando prejuízos a milhares de estabelecimentos e transtornos à população.

O Brasil sou eu
FHC continua provocando Lula. Lembra a frase “O Estado sou eu”, de Luiz XIV, e bota outra na boca do atual presidente: “O Brasil sou eu”.

Aqui me tens de regresso
Dilma se empenha em “recuperar” o ex-prefeito de BH Fernando Pimentel, derrotado para o Senado. Ele já espalha que será ministro.

Feliz da vida
As relações do deputado José Aníbal (PSDB-SP) são melhores com Dilma do que com Serra. Eles fizeram as pazes mas ainda se odeiam.

Mas elas existem
Pelo sim pelo não, o PT está programando em rigoroso sigilo a comemoração da vitória da candidata Dilma Rousseff na noite do dia 31, em Brasília. Tudo na maior moita, para espantar as bruxas.

Projetos políticos
Além de pretender disputar a presidência do Senado, Aécio Neves quer fazer do amigo Rodrigo Castro presidente da Câmara dos Deputados. Só falta combinar com o “zagueiro”, ou seja, o PMDB.

Breves férias
Qualquer que seja o resultado do segundo turno, o candidato do PT ao governo do DF, Agnelo Queiroz, tirará uma semana de férias com a família a partir do dia 1º. O destino é guardado a sete chaves.

É oficial
O presidente do PT do Rio, deputado Luiz Sérgio, distribuiu nota pedindo que os petistas não apareçam em Copacabana, neste domingo, onde José Serra fará uma caminhada.

Articulação
Renan Calheiros (AL) e Garibaldi Alves (RN), do PMDB, e José Agripino Maia (DEM-RN) são três dos nordestinos que se articulam para disputar a presidência do Senado, em lugar de José Sarney.

Saúde pública no DF…
A secretária da Saúde do DF, Fabíola Aguiar, reuniu funcionários terceirizados do Hospital de Santa Maria e anunciou a demissão deles em janeiro, quando felizmente ela já será ex. O PT, que lidera as pesquisas, divulgou nota informando que, se ganhar, não vai demitir.

…nivelada por baixo
O Hospital de Santa Maria, único que funciona bem no DF, é administrado por uma organização sem fins lucrativos, mas os esquerdopatas da Secretaria de Saúde são “contra o modelo”. Preferem que o hospital seja tão ruim e imundo como os demais.

Cravo e ferradura
Deputado federal do DEM do Mato Grosso do Sul, Luiz Henrique Mandetta, na quinta, colou no vice de Dilma, Michel Temer, em Campo Grande. Na sexta, desfilou ao lado do tucano Geraldo Alckmin.

Pensando bem…
…para as próximas aparições públicas, o tucano José Serra poderia pedir emprestado um capacete dos mineiros do Chile.

PODER SEM PUDOR

Dívida de campanha

Drayton Nejaim era candidato a prefeito de Caruaru quando adentrou o gabinete do então candidato a governador de Pernambuco, João Cleofas de Oliveira, dando gritos nos assessores.
– Vim receber o meu dinheiro. E quero ele agora!
Cleofas, extremamente educado, dirigiu-se a Nejaim:
– Lhe devo quanto, amigo?
– Seis mil contos de réis!
Cleofas pega o talão e faz o cheque. Duas horas depois, Nejaim descobre o erro fatal com o gerente do banco.
– Doutor Drayton, esse cheque não tem valor. A nossa moeda é cruzeiros e não contos de réis.

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