Política nacional 24/10/2010

“Não importa saber se a bola era branca, preta, leve ou pesada”.

Senador Sergio Guerra, presidente do PSDB, sobre o atentado com bolinha de papel.

Lula teme que o PSDB destrua o que ele fez
Opresidente Lula anda com os nervos à flor da pele, por isso não se conteve e fez uma declaração infeliz, no episódio da suposta agressão ao candidato tucano José Serra, colocando lenha na fogueira. Ele acha que a oposição, sobretudo o PSDB, planeja destruir o seu legado. Em conversa com um grupo de velhos amigos, esta semana, ele chorou ao lembrar feitos do seu governo em benefício dos mais pobres.

Preservação
O presidente diz que a importância da vitória de Dilma, para ele, é preservar o que foi feito nos últimos oito anos. “E avançar mais”.

Era um cubículo
Lula chorou ao lembrar a felicidade de uma mulher ao receber uma casa minúscula do Minha Casa, Minha Vida: “Era pequena demais…”.

Casas maiores
Lula mandou aumentar o tamanho das casas. “Tem que ter varandinha para o cara esfriar a cabeça, depois da mulher brigar com ele”.

Erenice vai depor
A Polícia Federal manteve para esta segunda-feira, às 9h, o depoimento de Erenice Guerra. Ela queria adiar, mas não conseguiu.

Saiu cara tumultuada…
Em setembro, o presidente Lula visitou a Expointer, um dos mais importantes eventos do agronegócio, em Esteio (RS), onde não aparecia desde 2003, mas se recusou a participar da solenidade de abertura, ficou pouco tempo, seus seguranças distribuíram cotoveladas e empurrões nos produtores rurais e foi embora debaixo de vaias. Agora, chegou a conta da “estrutura de apoio” à visita: R$ 59.960,74.

Estrutura vip
A estrutura para Lula na Expointer (camarim vip, grades anti-curiosos etc) foi paga pela Secretaria de Agricultura do governo tucano do RS.

Nem te ligo
Na visita-relâmpago à Ex-pointer, Lula não quis receber um documento do presidente da Federação da Agricultura, Carlos Sperotto.

Jogo do contente
José Serra acha que a vitória de Dilma no Nordeste será menor do que apontam as pesquisas. Aposta também no crescimento da abstenção.

Brasas inoportunas
Lula leu uma entrevista do deputado distrital eleito Chico Vigilante (PT) ao Jornal de Brasília, espalhando brasas inclusive para aliados, e não gostou: “Alguém mande o Chico fechar essa boca!”, exclamou.

Contas tucanas
O alto comando do PSDB fez as contas e avaliou que Dilma terá vitória esmagadora em seis estados. Desses, quatro são no Nordeste (MA, CE, PE e BA), um no Norte (AM) e outro no Sudeste (RJ).

Ficou claro
Atribuído à ex-ministra Erenice Guerra, recado chegou a Lula: “Diga a para não me tratarem como lixo”. E acrescentou um detalhe menos sutil que a ameaça de Paulo Preto a Serra: “Eu não sou o Delúbio”.

Outro na briga
O senador Romero Jucá (PMDB), ainda envolvido no segundo turno para governador em Roraima, tem dito que tão logo termine as eleições irá trabalhar para suceder José Sarney no Senado.

Rede Ratinho
Apresentador do SBT, Ratinho está ampliando sua rede de rádio e televisão. Forte no Paraná, expande seu grupo de comunicação para o Nordeste. Tenta se instalar em Sergipe.

O articulador
O apoio da vice-governadora Ivelise Longhi a Agnelo Queiroz (PT), candidato ao governo do Distrito Federal, foi produto da articulação de um craque na matéria: Tadeu Filippelli (PMDB), o candidato a vice.

Mordomia autorizada
O TRE de Roraima mandou que o governador José Anchieta só circule em carro oficial, até a eleição. Ele estava em um carro particular, para não ser acusado de usar a máquina, mas sofreu uma abordagem da Polícia Federal que acaba em troca de tiros com seus seguranças.

Briga potiguar
A governadora eleita do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciar-lini (DEM), nem tomou posse e já brigou com o vice Robinson Farias. Ela trabalha por Serra. Robinson aderiu à candidatura de Dilma Rousseff.

Deu no Twitter
“Ministério da Saúde adverte: bolinha de papel na cabeça causa tontura, enjôo e dor no lado oposto ao da pancada”.

PODER SEM PUDOR

O palhaço e a trapezista

Jovem advogado, Aristóteles Atheniense acabara de se formar em Minas, no ano de 1959, e defendeu os direitos trabalhistas do palhaço Chuca-Chuca, num circo armado em Belo Horizonte, e pediu a penhora de um elefante para garantir o pagamento da dívida e dos seus honorários. Dias depois, uma trapezista, namorada do palhaço, pediu que ele ajuizasse ação idêntica, que resultou na penhora de outro elefante. Ele acabou cuidando dos animais até trocá-los num Simca-Chambord, carro dos ricos da época, cuja venda rendeu um bom dinheiro para o palhaço, a trapezista e o jovem advogado.

 

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