Política nacional 29/10/2010

“É preciso que órgãos federais sirvam ao povo e não a um grupo”.

Candidato do PSDB José Serra, ao defender a “desprivatização” do Estado.

Aloprados do PT tentam afastar PMDB de Dilma
Confiantes na vitória de domingo, dirigentes do PT ligados ao comando da campanha presidencial, articularam o vazamento para a imprensa de falsa “pressão” por cargos, exercida pelos partidos aliados, como o PMDB para ocupar no eventual governo de Dilma Rousseff. O objetivo seria constranger a candidata a reduzir os espaços desses partidos na aliança, mas ela própria se encarregou de desautorizar a operação.

Briga fisiológica
Petistas como o paulista Rui Falcão, ligado a Marta Suplicy, temem que partidos como o PMDB ocupem cargos que interessam ao PT.

Só elogios
Apesar da má fama do seu partido, a conduta do vice de Dilma na campanha, Michel Temer (PMDB), tem sido elogiada pela candidata.

Saudades do futuro
Fazer 65 anos tem lá suas vantagens: ex-presidente, Lula também vai viajar de graça no metrô e ter fila especial no supermercados…

Abstenção elevada
O PT estima que a abstenção, na eleição de domingo, será superior a 20%. No primeiro turno, foi de 18%.

Lula decidiu dar asilo
Lula está decidido desde 2009 a conceder asilo ao terrorista italiano Cesare Battisti, e o fará antes do Natal. A colaboração do Supremo Tribunal Federal, conferindo-lhe poder de decisão, facilitou o caminho. Ele não anunciou antes para não atrapalhar a campanha do PT e “não constranger o sucessor”. O bandido terá asilo “humanitário”, mas ao executar suas vítimas, ele gargalhava ao vê-las ensangüentadas.

 Missão cumprida
Lula livrou de “constrangimento” também o padrinho do bandidão, o ex-ministro Tarso Genro (Justiça), que disputava o governo gaúcho.

Buona gente
Cesare Battisti foi condenado duas vezes a prisão perpétua por quatro assassinatos a sangue frio, pelas costas. Um menino ficou tetraplégico.

Mentes confusas
José Serra evita o tema Cesare Battisti nos debates porque também está entre os que confundem terrorismo com “heroísmo” político.

Ingratos
Os sites com o manifesto de artistas e intelectuais pró-Dilma não exibem o nome do genial cartunista Jaguar, beneficiário da bolsa-ditadura, nem de Ziraldo, habitué de boquinhas culturais do governo.

A casa caiu
A Justiça Criminal de São Paulo aceitou a denúncia do promotor José Carlos Blat, e quebrou os sigilos fiscal e bancário do tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop João Vaccari Neto e da diretora Ana Érnica, como revelou em primeira mão o site claudiohumberto.com.br.

O mau mocinho
Um sucesso o recém-lançado blog “Nas veredas do Vereza”, do ator Carlos Vereza, esplêndido em “Bezerra de Menezes”, crítico do PT e do governo e “nauseado com o bom mocismo de parte da imprensa”.

Imprensa de lado
Curioso o protesto da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), quarta (29), no centro de São Paulo, pela “liberdade de expressão” do jornal da CUT, de uma revista pró-PT e de uma colunista demitida do Estadão. Contra os 455 dias de censura ao jornal, nadica.

Candidato alemão
O papa Bento XVI só é candidato a santo, mas entrou em campanha quando a polêmica parecia serenada: pediu aos bispos do Brasil que orientem os fiéis contra o aborto. Tudo de novo parece penitência…

Lorotas de ocasião
Moisés Tolentino, diretor do DER-DF, e publicitário Haroldo Meira (com seu parceiro Welinton Moraes, ex-secretário de Arruda) espalham em Brasília que vão comandar essas áreas, em eventual governo Agnelo Queiroz, no DF. Mas é mentira, garante a campanha petista.

Nome em vão
O ex-ministro José Dirceu não está comprando a Universidade Santo Amaro e atribui aos dois interessados o uso de seu nome como forma de mostrar “prestígio” no governo, para fechar o negócio.

Tô fora
O ex-senador Luiz Estevão suas relações de amizade com o ex-governador do DF Joaquim Roriz, mas nega que participe da campanha da mulher dele. E garante: jamais voltará à política.

Pensando bem…
…o “pior que está não fica” é a versão Tiririca da Lei de Murphy.

PODER SEM PUDOR

Presidente caranguejo

Fazendo oposição ao então presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) participava de uma concentração no interior de Sergipe e resolveu criticar as promessas do tucano:
– É hora de cobrar as promessas desse presidente que saiu por aí mostrando as cinco mãos!…
Enquanto imaginava uma maneira de corrigir a confusão que fez, trocando dedos por mãos, ouviu o grito de um gaiato:
– Senador, isso é um presidente ou um caranguejo?…

 

 

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