O rescaldo

Em suas primeiras entrevistas, o governador eleito Tião Viana está fazendo aquilo que os bombeiros fazem depois de um incêndio: o rescaldo. Em política, significa colocar a cabeça no lugar, apaziguar e reafirmar as propostas que fez ao longo da campanha eleitoral.

Não há como negar ou escamotear que a Frente Popular foi sur-preendida nas eleições do último domingo. Mais do que óbvio que foi um duro recado dos eleitores, da sociedade, para que corrija os rumos, os erros e retome os bons propósitos que a mantêm no poder do Estado há dez anos.

Não há também como negar que o Acre elegeu um bom governador, preparado, sensível às questões sociais e é por aí que deverá pautar sua administração. Como ele mesmo insistiu ao longo da campanha, “humanizando” alguns setores nevrálgicos da administração pública, como o da Saúde. Ao mesmo tempo, garantindo mais segurança à população e dando continuidade aquilo que está dando certo.

Acrescente-se a isso, apoiando setores, como o da industrialização, que permitam a geração de mais empregos. Não há motivos para se temer o processo de industrialização, desde que se saiba o que se quer e o concilie com a preservação ambiental.

 

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