Após 22 dias, greve do Banco da Amazônia chega ao fim

Os funcionários do Banco da Amazônia aprovaram na manhã de ontem (21) a nova proposta arrancada em mesa de negociação com o banco. A assembléia ocorreu no início da manhã, na Praça Povos da Floresta, servindo para referendar a decisão dos colegas paraenses que já haviam aprovado a proposta.

A forte greve de 22 dias garantiu aos servidores do Banco da Amazônia a distribuição do montante de 9,25% da Participação de Lucros e Resultados (PLR), que será 40% li-near e 60% proporcional aos salários com o fim do módulo gestor. Os bancários na mesa de negociação arrancaram também a compensação diferen-ciada dos dias parados, que será 1h compensada para cada 2h paradas até o dia 15 de dezembro. Outro ponto importante nesta campanha salarial para os funcionários do banco regional diz respeito o início das discussões sobre o novo PCS, que não é revisado desde 1994 e, agora, será construído pela categoria em cronograma aprovado coletivamente.

Nesta campanha salarial a categoria bancária enterrou uma forma odiosa de discriminação na distribuição da Participação nos Lucros e Resultados do Banco da Amazônia – o famigerado módulo gestor, que levava 25% do montante da PLR para um grupo de funcionários, sem olhar o conjunto dos trabalhadores que produzem a riqueza do Banco da Amazônia.

“A partir de hoje, a PLR no Banco da Amazônia passa a ser distribuída de forma mais justa, mais igualitária, sem o módulo gestor e valorizando os funcionários. A proposta que aprovamos em assembléia garante a distribuição linear de 40% do montante da PLR para todos os empregados, e os 60% restantes serão distribuídos proporcionalmente aos salários”, comemora Sérgio Trindade, vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Pará-Amapá e coordenador da comissão de negociação dos empregados do Banco da Amazônia.

Outro ponto importante desta negociação aprovada por ampla maioria pela categoria foi o sonoro não à intransigência da direção do Banco da Amazônia e à sua sistemática falta de diálogo. As entidades sindicais responsáveis por defender os interesses dos trabalhadores nesse processo de nego-ciação se movimentaram muito para garantir um acordo que contemplasse os principais anseios da categoria.

Destacamos de forma especial a participação do presidente da Contraf/CUT, Carlos Cordeiro, sobretudo nas incursões junto ao Dest para garantir uma PLR mais justa e sinalizar o início dos debates sobre o novo PCS; o deputado federal eleito Cláudio Puty e a governadora do Pará Ana Júlia, que dialogaram diretamente com a presidência do Banco da Amazônia para a retomada da negociação em novos parâmetros que a categoria pudesse avaliar e até aprovar, como foi o caso. (Assessoria)

 

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