Estado e município vão contratar novos agentes para enfrentar epidemia de dengue

Pelo menos 200 novos agentes de endemias devem ser contratados em concurso público e outros 200 em caráter emergencial pela Prefeitura de Rio Branco para enfrentar uma possível nova incidência de dengue na Capital. A decisão foi tomada ontem durante uma reunião entre o governador eleito Tião Viana e o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, com os secretários de Saúde do Estado e do município, além de um grupo de agentes de endemias.
Angelim-Tiao
Todos buscavam estratégias para enfrentar a doença nos próximos meses, quando começa a chover na região e a incidência de águas armazenadas contribuem para proliferação das lavas do mosquito transmissor.

Tião Viana participou da reunião sobretudo como médico infectologista e pesquisador de doenças tropicais, procurando, com sugestões e informações, contribuir para as estratégias de combate à doença. “É claro que, como senador, no resto do mandato que ele tem a cumprir até a posse como governador do Estado, ele ainda pode nos ajudar muito em busca de recursos junto ao Ministério da Saúde para fazermos frentes às despesas que uma nova campanha de combate à doença certamente trará ao município”, disse o prefeito Raimundo Angelim.

Uma das estratégias, de acordo com a secretária municipal de Saúde em exercício, enfermeira Adriana Cristina Evangelista, será a contratação de pessoal. “Por orientação do prefeito, devem ser contratados 200 novos agentes através de concurso público, num processo seletivo mais demorado, e pelo menos outros 200 em caráter emergencial”, disse a secretária.

“É que a gente sabe que, em caso de concurso, as coisas costumam demorar um pouco. Como o mosquito não espera, nós vamos correr para fazer também as contratações emergenciais. O governador Binho Marques está muito preo-cupado com isso e nos determinou a ajudar a Prefeitura no que for possível”, disse o secretário estadual de Saúde, Osvaldo Leal.

A preocupação do atual governador, do futuro governador, do prefeito e dos secretários de Saúde do município e do Estado não é por acaso. Números do Estado e da Prefeitura apontam para uma possível epidemia da doença este ano. De acordo com os números, no ano passado, nesta época do ano, o número de notificação de casos da doença eram da média de 40 a 50 casos por mês. “Este ano, no mesmo período, já chegamos a média de 200 casos e daí a nossa preocupação”, disse Osvaldo Leal. (Assessoria)

 

 

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