Fecomercio apóia a industrialização mas diz que setor ainda é o mais forte

Apesar de apoiar e incentivar o processo de industrialização do Acre, bandeira esta defendida pelo governador eleito Tião Viana (PT), o presidente da Fecomercio (Federação do Comércio), Leandro Domingos, diz que os pequenos, médios e grandes comerciantes ainda formam a principal força econômica do Estado.

“Temos 12 mil empresas que geram mais de 60 mil empregos diretos”, destaca ele. Para Domingos, uma indústria forte beneficia toda a cadeia econômica, inclusive o comércio.

Uma das diferenças do comércio para a indústria (em especial a construção civil) é a manutenção dos empregos, que consegue a estabilidade independente das condições climáticas. No comércio, essa variação acontece de acordo com a disposição do consumidor de ir às compras.

“Sabemos que durante o período de chuvas a construção civil fica estagnada e o desemprego sobe”, observa o empresário. Durante a campanha eleitoral, a Fecomercio entregou aos candidatos ao Palácio Rio Branco cartilha cobrando deles o compromisso de defender o fortalecimento do setor, caso eleitos.
“Vamos tomar essas propostas como bandeira da federação e fazer dela uma cartilha diária. Vamos conversar com nossos representantes e cobrar ações concretas para que nosso comércio continue crescendo.”

Sem números concretos, o presidente afirma que o setor terá um bom crescimento em 2010, acompanhando o ritmo da economia brasileira, que em 2010 deve fechar com alta de 7%.

Domingos se diz confiante no futuro governo de Tião Viana. “Temos uma relação bem próxima, ele tem sempre aberto as portas para a federação e dialogado com a gente” destaca. “Espero que quando ele assumir o governo possa olhar para todos os segmentos da economia como importantes para o desenvolvimento do Acre”. 

Quantos aos desafios a serem enfrentados, Leandro Domingos destaca a informalidade. Para ele, esse é um problema que precisa estar na prioridade da política econômica do próximo governo. Além de não contribuir com impostos, o comércio informal acaba provocando concorrência desleal com os empresários formalizados.

Entre uma das medidas apontadas por Domingo para que o empresariado informal se regularize é o governo abrir mãos da cobrança de impostos por um período, e, assim, poder ter condições de formar o capital de investimento. “O governo pode perder por um momento [ao deixar de arrecadar], mas lá na frente colherá os frutos”. 

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