Governo do Estado contrata empresa para translado dos restos mortais de “Baiano”

O Governo do Acre, por meio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, contratou a Funerária São João Batista para o translado dos restos mortais de Agilson Firmino dos Santos, o “Baiano”, vítima do Crime da Motosserra. Ocorrido em 1996, esse foi um dos episódios mais bárbaros da história do Acre, quando Baiano teve o corpo esquartejado e jogado em via pública.
Caso-baiano
O pedido para levar os restos mortais de Baiano e do filho, Wilder, também executado pelo Esquadrão da Morte liderado pelo ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, partiu da família. A solicitação foi feita ainda no ano passado, durante o julgamento da morte de Baiano.

Em sua sentença, na qual condenou Hildebrando a mais de duas décadas de prisão, o juiz do Tribunal do Júri, Leandro Leri Gross, determinou empenho do Executivo, Legislativo e do próprio Judiciário em agilizar os mecanismo para atender ao pedido da esposa e filhos de Baiano.

Um dos problemas que travava o translado dos restos mortais era a falta do atestado de óbito dos dois. Emanoela Firmino, hoje com 29 anos, chegou a enviar carta ao governador Binho Marques e ao procurador-geral de Justiça, Sammy Barbosa Lopes, solicitando um dos últimos desejos da família Firmino.

À época do crime, Ema-noela escapou da morte. Dispostos a capturar Baiano, envolvido no assassinato de Itamar Pascoal, os capatazes de Hildebrando foram até a casa dele: queriam informações do paradeiro do chefe da casa. Para pressionar Baiano a se entregar, eles pretendiam levar a filha, mas a trocaram por Wilder, então com 13 anos.

Somente no primeiro semestre deste ano que foi emitido o atestado de óbito de Agilson e Wilder Firmino. Com as instituições desfragmentadas e o ex-deputado como a autoridade máxima do Estado, o Crime da Motosserra não foi registrado pela polícia e, conseqüentemente, não houve a emissão do documento.

 

 

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