Arquiteta ou professora: quem será a primeira-dama do Acre?

O Acre vai às urnas neste domingo – 3 de outubro – eleger o novo governador do Estado. O resultado das eleições também vai definir quem será a futura primeira-dama dos acreanos, título que nas últimas administrações perdeu o glamour e a força política de outrora. Todavia, a partir deste pleito a figura da primeira-dama promete voltar com força total.
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Se há algo que os dois candidatos que despontam na preferência popular têm em comum é a participação de suas mulheres na política. Situação demonstrada já durante a campanha eleitoral, período em que elas dividiram com os maridos a difícil missão de conquistar o voto.

De um lado a arquiteta Márlucia Cândida de Oliveira Neves, casada com o candidato Tião Viana (PT); do outro a professora Elisabeth Aparecida Garcia Rodrigues, esposa de Tião Bocalom (PSDB). Ambas corajosas e determinadas, dispostas a prestar relevantes serviços ao povo acreano.

Márlucia elegeu como prio-ridades o combate a fome e a exploração sexual infantil. Ela compara o olhar da mulher ao de uma mosca: “ela tem uma visão de 360º, consegue enxergar tudo que está em volta, ao contrário do homem que só enxerga o que está a sua frente”. No seu sentir, com esse olhar diferenciado a mulher pode fazer a diferença dentro de uma gestão pública.

O foco de Elisabeth é a assistência social. Questionada sobre como participar de um possível governo Tião Bocalom, ela sorri e fala sonhadora: “Em Acrelândia eu não era secretária de Assistência Social, mas ajudava muito o Tião. Acompanhava de perto todos os trabalhos sociais da Prefeitura e assim pretendo fazer no Governo. É uma área que gosto muito e me sinto realizada ajudando as pessoas”.

A GAZETA buscou conhecer um pouquinho mais dessas duas mulheres. Nos dois casos, registramos histórias de lutas, conquistas e muito amor. Uniões fortalecidas no respeito mútuo, na proteção da família e na busca pelo bem comum. É o que podemos classificar de o lado “humano” da política.

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Marlúcia e Tião: a arquiteta e o médico
 
Márlúcia Cândida de Oliveira e Tião Viana Macedo das Neves estão juntos há 22 anos. Da união nasceram: Marihá (20), Catarina (11) e Virgílio (7). O médico e a arquiteta chegaram a ser vizinhos na infância, mas só anos depois, quando Tião retornou após longo perío-do de estudos fora do Estado é que o casal se reencontrou.

O encontro, que colocou frente à frente os outrora amigos de infância, aconteceu dentro de uma unidade de saúde. Marlúcia prestava socorro a uma amiga que acabara de sofrer acidente de trânsito nas proximidades da casa dela. “Quando aquele jovem de branco veio em minha direção logo percebi que era o filho do Wildy Viana”, lembra.

Não demorou muito para a inocente amizade de infância se transforma numa bela história de amor. Ao lado de Marlúcia, o médico encontrou a segurança que precisava para por em prática sua vocação de salvar vidas. O ingresso de Tião na política só veio consolidar ainda mais a união do casal. “A política me acompanha desde o berço. Meu pai era político lá em Goiás onde eu nasci e sempre fomos muito felizes”, conta.

Atualmente, Márlucia é coor-denadora do Curso de Arquitetura da Uninorte, onde também é professora. Ela teve participação ativa na campanha política do marido, estando lado a lado com Tião em todos os eventos da Frente Popular. Sua participação foi de fundamental importância para o grande sucesso da caminha das mulheres da FPA.

Ela acredita na força transformadora da mulher e está disposta a contribuir diretamente na implantação de políticas públicas em prol dos menores favorecidos. Quanto ao marido, ela diz está segura de que ele está preparado para conduzir os destinos do Acre: “há 16 anos ele está se preparando para assumir esse cargo e não vai decepcionar o povo acreano. Tenho certeza”, conclui.

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Elisabeth e Bocalom: a aluna e o professor
A histórica de Elisabeth Aparecida Garcia Rodrigues e Tião Bocalom é a típica histórica da aluna que se apaixonou pelo professor. O encontro entre os dois aconteceu aos 18 anos, quando só então ela conseguiu chegar à oitava série, devido às dificuldades que enfrentou para poder freqüentar a escola, pois ajudava o pai na lavoura em Assaí (PR).

O romance teve início em Nova Olímpia (PR) e rapidamente professor e aluna resolveram oficializar o matrimônio. A harmônica união completará em dezembro 32 anos. O casal teve dois filhos: Luciana e Júnior, este falecido quando tinha 12 anos, vítima de Leucemia. Luciana casou-se em Acrelândia e acrescentou à família três novos membros.

Beth Bocalom, com o apoio incondicional do marido, fez faculdade e formou-se na Área de Ciências, e com isto passou a ajudar o ex-professor em suas aulas. Atitude que mantém até os dias atuais, colaborando nas aulas de Matemática, na cidade de Acrelândia, onde ambos lecionam em escola pública.
Na campanha deste ano, ela acompanhou de perto o marido durante as viagens ao interior e caminhadas nos bairros da Capital. É que, além de mulher de candidato, ela  também disputa uma vaga na Câmara Federal. 

Discreta ao extremo, ela se retrai quando o assunto é filmagem e fotografias. Nunca gravou qualquer fala para o programa eleitoral do marido, mas promete que com o seu jeito tímido de ser vai fazer muito em prol dos menores favorecidos.

 

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