Debate morno não deve alterar eleição

Os dois candidatos que lideram as pesquisas, Dilma Rousseff, do PT, e José Serra, do PSDB, evitaram debater entre eles. E acabaram por centrar mais em Marina Silva, do PV, a única candidata, segundo as pesquisas, que vem crescendo. Mais até do que com Dilma, o grande embate foi entre Marina e Serra. Como Marina imagina que possa ultrapassar Serra, resolveu atacá-lo. E Serra, como teme essa ultrapassagem, também.

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Já no primeiro bloco, Marina disse que não ligaria o “promessômetro”. O termo começou a sar usado depois que Serra, em sua propaganda na campanha, começou a prometer coisas como elevar o salário mínimo para R$ 600. Serra só foi responder a Marina no último bloco. “Eu não faço promessômetro. Eu digo o que vou fazer”.

Ao final do debate, o clima esquentou mais. Dilma atacou Marina, quando a candidata do PV disse que era preciso integrar avaliações sobre a crise econômica e uma crise social e a uma crise ambiental que também, na avaliação dela, estão acontecendo.  “Não temos apenas crise econômica. Temos crise econômica, social e ambiental. É a partir da visão integrada dessas três crises que eu pauto meu governo”, disse Marina. “Diante da crise, a gente não faz teoria. A gente age”, retornou Dilma. Marina reagiu: “Dilma e Serra são muito parecidos. Eles só têm visão gerencial. Você, Dilma, não olha para os novos desafios. O brasileiro começa a prestar atenção à minha campanha porque não quer entrar no mundo azul de Serra e no mundo cor de rosa de Dilma”

Marina, mais tarde, cobrou de Serra autocrítica para os ataques que aliados do candidato do PSDB fizeram ao Bolsa-Família. “Acho estranho sempre a mesma pergunta”, reagiu Serra. Marina retrucou: “Faço a mesma pergunta, porque cada debate é um debate”. Serra partiu, então, para o ataque: “Você estava no governo no mensalão. Vocês têm muitas coisas parecidas. Mas não vou ficar usando a minha régua para medir as pessoas”. E respondeu, então, a uma crítica que Marina tinha feito a ele no primeiro bloco do debate: “Eu não faço promessômetro. Eu digo o que vou fazer”.  (Congresso em foco)

 

 

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