Geraldo Alckmin veio ao Acre para fortalecer a campanha de Serra

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), conversou ontem com A GAZETA, sobre a motivação da sua visita ao Estado. “Irei para agradecer a expressiva votação dos acreanos no presidenciável José Serra (PSDB) no primeiro turno. Acredito que nós temos muita chance de vencer as eleições no Brasil e de ampliar a nossa vantagem no Acre”, garantiu.
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Indagado sobre a pequena representatividade eleitoral do Estado em relação aos grandes centros populacionais do Brasil, Alckmin, contestou: “os votos do Acre são muito importantes porque numa disputa apertada poderão ser decisivos. Se o Serra for eleito pretende trabalhar muito pelo Estado realizando obras importantes para a região”, salientou.

Quanto à vitória no primeiro turno dos tucanos na Terra de Marina Silva (PV), Alckmin considera um sinal de que o povo acreano se identifica com as propostas do PSDB. “Nós estamos muito otimistas para conseguirmos uma nova vitória mais ampla. Por isso, vou me reunir com as principais lideranças de Rio Branco e pedir votos para o Serra ao eleitorado acreano”, explicou.

Política  e  religião
Questionado sobre a questão religiosa, um dos temas centrais do debate eleitoral do segundo turno, Alckmin ponderou: “acredito que a religião é uma questão de foro íntimo de cada um e temos que respeitar as crenças das pessoas. Mas acho que foram os princípios e valores que tomaram relevância maior para a população brasileira. As pessoas começaram a valorizar mais questões de ética, honestidade e de valorização à vida. Portanto, não foram os candidatos que colocaram a religiosidade na campanha eleitoral, mas a população que reivindicou o debate do tema”, argumentou.

As pesquisas eleitorais
Em relação as mais recentes pesquisas dos maiores institutos do país que apontam uma vitória de Dilma Rousseff (PT), Alckmin questionou com veemência. “Os nossos institutos precisam se reavaliarem para mudarem as suas metodologias que têm apresentado resultados errôneos à população. Quem quiser poderá escolher a pesquisa do instituto que lhe for mais conveniente. O Vox Populi aponta um grande diferença pró-Dilma e o CNT/Sensus sinaliza um empate técnico entre os candidatos. O fato é que no nosso trecking interno o Serra já está na frente e com uma tendência de crescimento”, salientou. 

Resultado regional das urnas
O ex-presidenciável tucano também comentou o resultado eleitoral para o governo do Acre. “O Tião Bocalom (PSDB) foi um candidato de grande valor político. Ele não teve apoio de governo e nem de muitos prefeitos. Além disso, contou com muito poucos recursos e quase conseguiu vencer a eleição. Isso mostra um sentimento da população acreana que deseja mudanças. O desempenho eleitoral do Bocalom foi realmente muito elogiado dentro do nosso diretório nacional”, afirmou.

Projetos  em andamento no Acre
Outro pergunta ao governador tucano foi relativa a dois importantes projetos em andamento no Estado. A BR-364 e a instalação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) que deverão merecer uma atenção especial do governador eleito Tião Viana (PT). Alckmin afirmou que pela importância das iniciativas, numa eventual vitória de Serra, as obras deverão receber o apoio do Governo Federal. “Iremos apoiar totalmente porque são projetos compatíveis com o desenvolvimento descentralizado do Brasil. Queremos fortalecer as exportações, criando um câmbio favorável, incentivaremos as obras de infra-estrutura nos estados para aumentarmos a geração de emprego e renda. As obras estruturantes nos estados do Norte e do Centro Oeste são muito mais importantes do que no Sul e Sudeste que já pos-suem uma estrutura de portos e aeroportos. Vamos investir nas regiões que mais precisam”, prometeu.
 
Fronteiras acreanas
Quando foi candidato à presidência, Alckmin, se envolveu numa polêmica por usar as fronteiras acreanas como exemplo da porta de entrada da droga e das armas no Brasil. Durante a entrevista ele reafirmou a sua posição. “Coloquei essa situação lá trás e a situação continua a mesma hoje em dia. Atualmente não existe uma capital ou grande cidade brasileira que não se preocupa com o problema da segurança pública”, vaticinou.

Para o governador paulista as fronteiras também envolvem problemas de contrabando e de lavagem de dinheiro a serem fiscalizados pela Receita Federal. “A entrada de drogas e o tráfico de armas que acontece nos milhares de quilômetros de fronteiras brasileiras têm sido um agravante para essa situação. O Governo Federal precisa atuar de uma maneira mais incisiva em relação às nossas fronteiras. O Serra poderá avançar mais forte na questão da segurança, da saúde, porque já foi ministro da pasta, na geração de emprego e na educação”, finalizou.

 

 

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