Jorge Viana: “Acre não pode ficar na contramão do Brasil”

Acompanhados de dezenas de militantes, os futuros senadores Jorge Viana (PT) e Aníbal Diniz (PT) conversaram ontem com populares no Calçadão do Terminal, na Capital. Eles mostraram a importância da eleição da presidenciável Dilma Rousseff (PT) para o Estado. O ex-governador garantiu que acredita na reviravolta do resultado do primeiro turno no Acre. “Tenho muita confiança que o resultado do segundo turno será outro. Isso será bom. A Dilma está muito à frente nas pesquisas e o Acre não pode ficar na contramão”, vaticinou.
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Reviravolta
Jorge Viana ressalta a importância de uma mudança da tendência eleitoral no Estado. “A eleição no primeiro turno passou. Agora temos um governador eleito, o Tião Viana (PT), que vai fazer um trabalho melhor do que o meu e do Binho (PT). Tudo que aconteceu de bom no Acre nos mais recentes anos foi porque nós tivemos muitas ajudas. Mudamos a política e personalidades como a senadora Marina Silva (PV-AC), o senador Tião Viana (PT-AC), o presidente Lula e a própria Dilma nos ajudaram a fazer um grande programa de investimento em infra-estrutura”, salientou.

O ex-governador faz comparações entre as propostas presidenciais. “O que a gente acredita é que nesse momento tem dois projetos um do Serra (PSDB) da elite paulista e o do Lula e Dilma que olharam para o Nordeste e o Norte e estão ajudando a desenvolver as regiões para se inserirem na economia do Brasil. O Tião Viana vai precisar do apoio de Brasília e a Dilma é a possibilidade desse apoio. Eu e o Aníbal queremos fazer bons mandatos que serão melhores com a Dilma presidente por conta da nossa relação histórica. O povo do Acre deverá dar uma votação muito grande para a Dilma que espero ser da vitória”, previu.
 
Matérias de O Estado de São Paulo
Indagado se as reportagens do jornal O Estado de São Paulo que fazem críticas ao seu respeito foram plantadas no contexto anti-Dilma, Jorge Viana, nega. “O problema está saindo do Acre. Ob-viamente que não estou acusando ninguém do TRE. Mas a Justiça tem que investigar se não tem ninguém ligado ao Ministério Público Eleitoral, por exemplo, que esteja de algum jeito agindo fora do que estabelece a lei. Quiseram me acusar em cima de uma denúncia anônima para ver se no meu escritório tinha títulos, listas de eleitores e dinheiro. Não acharam nada”, justificou.

Para o ex-governador foram gerados vários equívocos de informação. “Adotaram uma série de outros procedimentos e espero que a Justiça veja se isso foi legal ou ilegal. Não tenho nenhum receio porque jamais recolhi nenhum título de eleitor ou fiz listas. É uma coisa absurda e descabida. Mas as coisas destorcidas que estão acontecendo vão cair no descrédito porque são pura inverdade. Às vezes um versão repetida coloca as pessoas em dúvida. Mas aqui no Acre todo mundo me conhece. Fiz uma campanha modesta e dentro da lei. É muito sério a irresponsabilidade alguns”, destacou.

Judicialização da política
Desde o início do processo eleitoral que Jorge Viana reclama do excesso de interferência do Judiciário. Ele promete lutar no Senado por uma reforma política urgente. “O Brasil precisa melhorar as suas leis, principalmente, as do processo eleitoral. Essa é a base da política para a gente poder ter o povo escolhendo livremente os seus representantes. Quando uma lei é confusa pode acontecer de algumas pessoas que deveriam ser os guardiões estarem rasgando-as e seguindo na ilegalidade. É bom que a Justiça possa estar investigando os excessos e puni-los. Assumindo no Senado os legisladores têm que fazer leis transparentes e objetivas para garantir que o eleitor seja a grande estrela dos pleitos e não os intermediários”, protestou.

Transição do Governo do Acre
Aníbal Diniz, atualmente secretário de Comunicação do Estado, um dos mais ativos integrantes do atual Governo, comentou sobre a transição política no Acre. “Na realidade o Tião Viana permanece senador até 31 de dezembro. E tão logo seja empossado assumirei a cadeira no Senado. Estamos construindo isso com muita tranqüilidade porque na realidade ele tem uma agenda a cumprir como senador. Estamos preocupados com a eleição da Dilma no segundo turno. Mais adiante é que vamos aprofundar o processo de transição”, afirmou.

No entanto, o futuro senador garantiu que alguns passos no sentido de consolidar a transição de poder estão acontecendo. “Já existe um movimento interno de transição em sintonia com o governador Binho (PT). Os passos estão sendo dados em sincronia com a equipe que está finalizando o Governo com aqueles que vão assumir. Depois da eleição o governador eleito vai montar uma equipe de transição efetiva. Até 20 de dezembro estará com a equipe de Governo pronta para tocar o projeto à frente”, explicou.

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