Oposição acreana se une em torno da candidatura de Serra

As principais lideranças oposicionistas do Estado se encontraram ontem, no auditório da Aleac, para estudar estratégias à eleição de Serra (PSDB) para presidente da República. Segundo o candidato derrotado para o Governo, Tião Bocalom (PSDB), já está descartada a visita do presidenciável ao Acre.
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“Estive em São Paulo numa reunião e a função do Serra é tirar votos da Dilma (PT) indo aos maiores colégios eleitorais do Sul, Sudeste e Nordeste. O Centro-Oeste vai ficar com o senador eleito Aécio Neves (PSDB) e a região Norte com o governador eleito de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que deverá vir ao Acre”, anunciou.

Um dos mais entusiasmado com o encontro, o senador eleito Sérgio Petecão (PMN) ressaltou a importância de intensificar os trabalhos pela eleição do tucano. “Na verdade, este ato representa o pontapé inicial para o nosso candidato, o Serra. Entendo que a candidatura do Serra tende a aumentar no Estado porque a importância é muito grande para nós de oposição. Existe uma expectativa de nós ganharmos a eleição no país. No Acre, pretendemos aumentar a vitória do primeiro turno”, apregoou.

Perguntado sobre a questão da Presidência ser diferente do partido que vai governar o Acre, Petecão contestou: “é bom ter um senador de um partido e o presidente do mesmo partido. Esse argumento que o governo está usando é pífio porque eles tinham tudo do mesmo lado, mas o nosso Estado passa por uma situação muito difícil. O Serra tem um compromisso com a oposição. Acho que o Serra tem muito mais compromisso com o Acre do que a Dilma. Mas não quero ser melhor do que ninguém. Vou ajudar o Acre seja com o Serra ou com a Dilma”, garantiu. .

Resultado surpreendente
Bocalom destacou que os 52% de votos obtidos por Serra no Acre foi uma surpresa para o diretório nacional do PSDB. Isso porque o Acre tinha a candidatura regional de Marina Silva (PV). “O PSDB nacional não acreditava que o Serra ganhasse aqui. Até nós ficamos surpresos porque a candidata regional, a Marina Silva, perdeu até para a Dilma. Isso mostra que o povo do Acre vê no Serra condições para ser o presidente”, salientou.

Quanto à maneira que vai acontecer a campanha presidencial no Acre, Bocalom, explicou:  “nós não temos dinheiro e nem estrutura. Será a vontade de cada um. O que for possível a gente vai fazer. Para ter comício é preciso de dinheiro e nós não temos. Mas se tiver algum amigo que coloque um caminhão então faremos, mas vamos botar o pé no chão para chegar ao nosso eleitor”, garantiu.

PMDB acreano apoiará José Serra
Apesar dos peemedebistas terem indicado o candidato à vice de Dilma, Michel Temer (PMDB), quase todo o partido marchará com o tucano no segundo turno, afiançou João Correia (PMDB). “Na verdade os votos do PSDB desde Fernando Henrique Cardoso sempre foram de oposição. É verdade que se especulou que o prefeito de Cruzeiro do Sul, Wagner Sales (PMDB), apoiaria Dilma no primeiro turno. Mas isso não vai acontecer porque o Wagner será o coordenador da campanha do Serra no Juruá. Na verdade, a única liderança que explicitou o apoio à Dilma e ao Tião Via-na foi o prefeito de Mâncio Lima”, justificou.

 

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