Presidenciáveis diminuem tom agressivo

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) mudaram de estratégia e diminuíram o tom agressivo ontem no debate Folha/RedeTV!, mas não escaparam de ter de responder sobre acusações contra ex-assessores. Dilma deixou de lado a agressividade do debate anterior, na Rede Bandeirantes, e tentou colar em Serra o rótulo de “privatista”. Ela insistiu em comparar o governo Fernando Henrique Cardoso ao de Lula e em criticar a gestão tucana em São Paulo.

A princípio na defensiva pela necessidade de negar que vá privatizar empresas se eleito, Serra contra-atacou ao rotular Dilma de “antipaulista”, pelas reiteradas críticas ao governo do Estado. Ela acusou o golpe e por várias vezes disse que não tinha nada contra o “povo paulista”, mas contra gestões do PSDB. Dilma e Serra foram questionados sobre corrupção apenas nas intervenções das jornalistas Renata Lo Prete, editora do Painel, e Patrícia Zorzan, da RedeTV!

O tucano negou ter relação com o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Disse desconhecer desvio na campanha e que, se tivesse havido, ele seria “vítima”: “Não tem nada a ver isso com negar mensalão, negar desvio na Casa Civil”. Dilma foi questionada sobre tráfico de influência na Casa Civil, que derrubou Erenice Guerra. “A Erenice cometeu um erro. Eu sou contra contratação de parentes.”

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Eleitores indecisos avaliam que Serra se saiu melhor no debate

Para um grupo de 27 eleitores que avaliou o debate em tempo real a convite da Folha e da RedeTV!, José Serra (PSDB) se saiu melhor que Dilma Rousseff (PT). No início do programa, os avaliadores se dividiam assim: 23 indecisos, dois dispostos a votar no tucano e outros dois na petista.

Ao fim do debate, Serra tinha 14 votos. Dilma contava seis votos, e sete eleitores permaneciam indecisos. Ou seja: Serra conquistou 12 indecisos, e Dilma, só quatro. O resultado acompanha a avaliação do desempenho de cada um: 14 acharam Serra melhor, seis preferiram Dilma e sete não opinaram. A pesquisa foi feita com um grupo reduzido de eleitores de São Paulo e não pode ser usada para avaliar a repercussão do debate no país.  (Folha de S. Paulo)

 

 

 

                   

           

 

 

 

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