Solange Pascoal poderá assumir uma das vagas de deputada federal

Se o TRE cassar a candidatura de Antônia Lúcia (PSC), baseado nas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral, quem assumirá a vaga de deputada federal será Solange Pascoal (PMN). Ontem, a primeira suplente da coligação de oposição conversou com exclusividade com A GAZETA. Falou sobre as expectativas de chegar à Câmara Federal, do seu parentesco com Hildebrando Pascoal, dos projetos que pretende apresentar e como será a sua postura como parlamentar de oposição.
Solange
A campanha
Solange Pascoal, que é atualmente vice-prefeita de Senador Guiomard, foi estimulada a ser candidata a deputada federal pelo senador eleito Sérgio Petecão (PMN). “Nossa campanha foi muito dura. Feita com muitas dificuldades devido a nossa falta de recursos econômicos. Quem me ajudou foi a minha mãe, que é um nome político importante, a ex-deputada Miriam Pascoal (PMDB). Juntas, fomos em busca das pessoas que nos conhecem para apresentar as nossas propostas. Conseguimos 10.513 votos, que me garantiram na primeira suplência”, relatou.

Possibilidades de se tornar deputada
Indagada sobre como analisa a sua situação eleitoral já que poderá assumir no lugar de Antonia Lúcia, Solange Pas-coal, demonstra tranqüilidade. “Não desejo o mal para ninguém. Mas se acontecer à cassação da Antônia Lúcia só tenho que agradecer a Deus. O que está acontecendo se deve as ações das pessoas. Não temos nada a ver com isso. Fizemos a nossa parte. Cheguei perto e fiquei na primeira suplência de deputado federal. Mas se for a vontade de Deus será a nossa vez”, salientou.

Foco político
A vice-prefeita do Quinari faz planos de como pretende atuar na Câmara Federal, num eventual mandato. “Minha mãe teve 26 anos de mandato. Foi quatro vezes vereadora de Rio Branco e três vezes deputada estadual. A gente tem todo um trabalho de resgate político a ser feito. Vivemos atualmente um momento de descrédito com os políticos e queremos mostrar que ainda existem pessoas que trabalham com idealismo e sonhos. Vou mostrar a minha vontade de realizar. Quero fazer com que as pessoas passem acreditar nos políticos. Pode parecer sonho, mas se não houver sonhos no que vamos acreditar na vida?”, indagou.

Durante os dois anos trabalhando na gestão municipal de Senador Guiomard, Solange Pascoal identificou alguns problemas. “O desemprego é o maior problema do município onde vivo. Temos que trabalhar na geração de novas oportunidades. Assistimos as pessoas carentes de trabalho e pouca coisa é feita pelo Governo. Precisamos investir nisso”, argumentou.

Questionada se apoiará a criação da Zona de Processamento de Exportação justamente na sua região, a suplente confirma. “Nós temos que ajudar aquilo que é de bom para o nosso município. A gente tem como projeto trabalhar um pólo industrial que irá gerar empregos em Senador Guiomard. Por isso, vou apoiar integralmente a instalação da ZPE”, garantiu.

Vitória contra o câncer
Outro ponto que merecerá a atenção de Solange Pascoal será a saúde pública. Ela lutou por um ano e oito meses contra um câncer na mama. “Fui vítima de um câncer de mama e vi o sofrimento das pes-soas. Estou ainda em tratamento, mas creio que já esteja curada. Por isso, quero me dedicar às mulheres e a prevenção do câncer. A mulher precisa de uma atenção maior. Temos ainda vários outros setores carentes aos quais vou me dedicar”, afirmou.

Postura oposicionista
Apesar de estar na oposição, Solange Pascoal, não pretende ter um posicionamento radical. “Não gosto da postura de radicalização e discriminação política partidária. A partir do momento que somos eleitos é para trabalhar pelo povo. Não quero entrar em jogos mesquinhos de corredores. Política é para ser feita na época da eleição. Não tenho nenhum inimigo, mas adversários políticos. Quero trabalhar e trazer os benefícios que puder para uma região muito pobre e necessitada”, destacou.

Ela garante que irá apoiar projetos governistas que sejam em benefício da população acreana. “Como vice-prefeita assisti a muita discriminação política com a nossa prefeitura por parte do Governo. Isso não é bom porque quem perde é o povo. Nós chegamos lá com uma cor partidária, mas com a vontade do povo. Não vou deixar de levar um beneficio para o meu Estado por uma questão de cor partidária. Os partidos só servem para concorrer às eleições. Não pretendo dar o troco por isso. Meu objetivo é trabalhar e quero fazer a minha parte com o povo e com Deus”, explicou.

Parentesco com Hildebrando
Solange também comentou sobre o fato de ser prima legítima do ex-deputado Hildebrando Pascoal. “Temos apenas laços familiares, mas politicamente não existe nenhuma identidade. Creio que não haverá nenhum tipo de preconceito por ser prima dele. Mesmo porque cada pessoa tem os seus méritos. Os dedos das mãos são diferentes. Não estou querendo julgar o Hildebrando que tem todo o direito de defesa e está pagando pelo que foi acusado. Todos os processos que aconteceram são públicos. Na época que o Hildebrando era político nós não trabalhávamos juntos. Minha mãe era deputada e ele trabalhava para um lado e a gente para outro. Em alguns momentos fomos até adversários”, finalizou.  

Governador eleito começa a mostrar sua forma de governar
O governador eleito Tião Via-na disse ontem, em Rio Branco, que anunciará os membros de sua equipe de transição na próxima segunda-feira, 1º de novembro, um dia após a  eleição presidencial em segundo turno. O anúncio foi feito antes de o governador embarcar para o Rio de Janeiro como convidado da candidata Dilma Rousseff para acompanhá-la nos estúdios da Rede Globo durante o debate com José Serra, hoje à noite.

Além de marcar a data para anunciar os nomes da equipe de transição que vai dialogar com os membros do atual governo, Tião Viana disse também que o movimento comunitário e social terá participação especial em sua administração. “Nós vamos estudar um jeito de criarmos um documento, uma espécie de crachá especial através do qual os integrantes do movimento comunitário possam ter passe livre em todos os órgãos do Governo”, disse Tião Viana durante uma reunião com mais de 50 membros do movimento comunitário da Capital. Os líderes comunitários terão reuniões com o Governo, com a participação do próprio governador, a cada 120 dias, disse Tião Viana.

“Vamos fazer assembléias populares permanentes”, disse o governador durante a reunião, ocorrida em seu escritório de trabalho, na Cadeia Velha. A reunião foi realizada inicialmente para que o governador eleito pudesse agradecer por sua eleição e de Jorge Viana como senador, além da maioria dos deputados federais e estaduais da Frente Popular. Mas, além dos agradecimentos, Tião Viana ouviu reivindicações, manifestações de apoio e acabou por detalhar como pretende trabalhar com o movimento comunitário. (Assessoria)

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