Influência e desrespeito

Muitas pessoas, com um certo grau de conhecimento ou mesmo pessoas simples da sociedade, são levadas pelas pesquisas. Os números sempre foram fortes indicadores nas sociedades modernas, porém a influência na hora de votar chega a derrubar até mesmo as “éticas pessoais” dos eleitores.

O mais comum é ouvir nas rodas de conversa (principalmente no Acre, pela falta de uma economia “sustentável”, é preciso estar politicamente entrosado) é: “vou votar no candidato Sigrano Qualquer Da Vida, porque ele já está eleito”. E daí? Isso deve fazer mudar a minha ideologia de candidato? Isso deve mudar meus princípios e convicções? Não!

Desde o começo das eleições para presidente o meu voto está “verde” e amadurecido, esperando apenas a hora de sacramentá-lo nas urnas, momento democrático, onde o poderoso tem o mesmo valor do mais humilde. É o momento que o povo elege o governante de toda a nação por quatro anos.

Se alguém comprou seu voto, lhe fez um favor, conseguiu um sacolão, lembre-se quais outros favores, como pessoa, esse candidato fez para vocês nos últimos três anos, entre 2006 e 2009? Qual o tempo que você demora para gastar R$ 50 ou R$ 100 (normalmente padrão de compra nas eleições) e nos próximos quatro anos, como você fará para conseguir emprego, ruas pavimentadas, sistema de esgotos nas casas, educação para seu filho? Será que valeu a pena mesmo a troca de um pequeno favor por quatro anos de abandono?

O mais importante para você leitor saber é que o candidato – que de forma egoísta, pensou muito mais na sua vitória nas urnas que em trabalho para a população – não tem como saber se você votou nele ou não. Isso, é claro, caso ele não receba apenas um voto nas urnas.

Você, seus filhos, seus familiares, seu vizinho, merecem muito mais que a troca de um favor. Desenvolvimento no Estado e no país, empregos para todos, uma educação melhor, condição de vida condigna com um dos maiores países do mundo, será decidida nas urnas, com consciência e não com ódio.

E antes de mais nada: não existe maior idiota ou egoísta do que o eleitor que deposita nas urnas um voto de protesto. Esse tipo de voto comprova a ignorância de um povo, que deixa um momento sério e democrático, transformando-o em uma brincadeira de mau gosto. Seu voto vale muito, mas muito mesmo. Só você, caro eleitor, não sabe disso.

Ramiro Marcelo é jornalista.
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