O que se esperar dos novos governantes?

Acabou a eleição para os principais cargos majoritários de nosso país. Estão definidos os eleitos para comandar nossas esperanças e anseios para fazer do Brasil uma nação respeitada pelos outros países. Hora de ver o Acre começar a trabalhar para se tornar independente – pelo menos parcialmente – dos Repasses da União.


Não podemos esperar apenas um governo de aparências, mas de resultados, na Educação (berço para qualquer nação crescer), Saúde, Lazer, Segurança e nas políticas de geração de emprego. Meu pai sempre disse para não dar o peixe, mas a vara de pescar. Se queremos mesmo crescer, não podemos tornar nosso povo totalmente dependente de sua “bolsa-esmola”. Precisamos dar dignidade, através de emprego, moradia e educação.


O que se cria com as várias “bolsas da vida” é uma sociedade culturalmente despreparada para exercer empregos entre as que são oferecidas, sobrevivendo da “geração de meninos”, tudo para ter mais e mais as famigeradas bolsas. Não digo com isso que as bolsas deveriam ser extintas, pois o país… melhor ainda, o Acre, não consegue fomentar empregos para essa camada social sem uma educação adequada, sem condições para concorrer nos diversos concursos públicos oferecidos pelos governos municipal, estadual e federal.


Crescer sem destruir o planeta. Precisa de paciência, planejamento e competência, o que o novo governador e, conseqüentemente, o presidente precisarão nos próximos anos. Afinal somos visados pelos países mais poderosos do mundo, entre eles EUA e Inglaterra (?), afinal eles conseguiram destruir praticamente toda a reserva florestal que tinham em seus territórios e transfere a condição de “pulmão do mundo” para a Amazônia Ocidental, conseqüentemente o Acre.


O povo desta região não pode ser tratado como marginais. Precisa de apoio (mecanizado, estrutural e didático), para crescer na principal atividade na região: a agrícola. Estradas, ramais, portos, o que for necessário para os agricultores não se sentirem como se fossem a ilha de “Cuba”, isolados de tudo e todos.


Votei em pessoas, aquelas que apresentaram projetos e não acusações, votei em quem demonstrou uma vida íntegra, comprometida com o povo e não apenas com um grupo ou com seu próprio umbigo. Se errei foi na melhor das intenções, acreditando nas pessoas, muito mais que nos políticos. Porém se fui enganado, irei sim cobrar de quem votei e quem não votei também. Assim é a democracia.

Ramiro Marcelo é jornalista.
[email protected]

Assuntos desta notícia

Join the Conversation