A hora da mulher!

O Brasil nunca viveu numa sociedade matriarcal.

Nunca viveu nada parecido com as histórias primitivas do matriarcado. Matriarcado que se acabou, em várias sociedades, pela inteligência e generosidade das mulheres que queriam que os homens também assumissem responsabilidades com suas crias.

O lar, a família, foi invenção da mulher.

O matrimônio não se fazia necessário ao homem primitivo, pois ele dava curso livre ao apetite sexual, sem se preocupar com as responsabilidades da esposa, dos filhos e do lar (apesar de estarmos no século XXI, ainda vemos esse tipo de atitude).

Foi por causa da sua prole e sua ligação física e afetiva, emocional, que a mulher começou a precisar da cooperação do homem. Isso a levou a necessitar da proteção que é constituída no abrigo do matrimônio. Contudo, nenhuma necessidade biológica direta levou o homem ao matrimônio – e menos ainda o manteve nele. Não foi o amor que tornou o casamento atraente para o homem, mas a fome de alimento que primeiro atraiu o homem selvagem para a mulher e para o abrigo primitivo, compartilhado com os filhos dela. Era a mulher primitiva quem produzia os alimentos, trabalhava a terra.

Muita coisa aconteceu antes e depois de Cristo com as mulheres (o espaço é pequeno para enumerar as dores e as delícias de ser mulher). E hoje, em pleno século XXI, onde a busca das mulheres pela igualdade de gêneros em seus direitos, vivemos um dos momentos mais sublimes para a mulher brasileira.

Não defendo uma sociedade matriar-cal. Muito menos uma sociedade patriarcal. Defendo o direito de uma mulher governar nosso país. Não vivemos mais na era primitiva. Hoje somos “civilizados” e podemos ter uma mulher governando para homens, mulheres e crianças de qualquer  raça, cor, orientação sexual ou religião com uma visão ampla do que é uma sociedade.

Uma sociedade produtiva, evoluída, não se faz só com mães ou pais. Se faz com trabalhadores, se faz com jovens, com crianças, com pessoas de todas as cores, com cabelos lisos ou pixaim.

Do mesmo jeito que precisamos dos médicos, precisamos dos lixeiros, das margaridas, das lavadeiras, dos mecânicos, dos bombeiros, da polícia, das enfermeiras, dos borracheiros, dos eletricistas, dos carpinteiros, das costureiras, cozinheiras, engenheiros, jardineiros, arquitetos, pipoqueiros, doceiras e etc.

Acredito que os homens, assim como as mulheres do século XXI, estão sabendo da sua importância no contexto mundial. O Brasil não pode ficar de fora desse momento altamente evoluído da sociedade e pode e deve, sim, eleger uma mulher para governá-lo no próximo domingo, dia 31.

Experimentar uma administração feminina não deixará o Brasil de fora do “trem bala” da evolução. Até porque, o bonde já ficou para trás e o Brasil é muito jovem e evoluído para retroceder.
 
Eliane Sinhasique é jornalista, ra-dialista e publicitária
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