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Revoltados, índios fazem coordenador e os servidores da Casai reféns

A Gazeta do Acre por A Gazeta do Acre
21/01/2011 - 04:30
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Índios de 14 etnias sitiaram ontem a Casa do Índio (Casai) e fizeram todos os servidores reféns, inclusive o coordenador do Distrito Sanitário de Atenção à Saúde Indígena do Alto Purus, Raimundo Costa Chaves. Revoltados, eles exigem a presença do governador Tião Viana, da secretária de Saúde, Suely Melo, e do secretário Nacional de Atenção à Saúde Indígena, Antônio Alves. O clima é tenso!

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 Ontem, em reportagem veiculada em A GAZETA, os ín-dios fizeram ameaças dizendo que iriam “tomar medidas drásticas”. Uma equipe da Polícia Federal esteve no local e conversou com os líderes do protesto. Impedidos de entrar, eles perceberam os ânimos exaltados dos índios Francisco Apolima-Arara e Carmelo Shanenawá.

Cerca de 150 índios estão hospedados na casa de passagem. Vários índios já morreram aos cuidados das equipes de saúde do Governo do Estado. Acam-pados há 80 dias em frente ao prédio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), eles atribuem as mortes ao ‘descaso’ e ao ‘caos’ nas políticas de atenção indígena no Acre.

Para suspender o movimento e liberar os reféns, os líderes exigem o atendimento de todos doentes acomodados no local, a imediata demissão dos gestores dos polos básicos nos municípios e a reforma ou construção de uma nova casa de passagem para eles.

As passagens pelo Acre do ministro da Saúde e do secretário Nacional de Saúde Indígena, na última semana, aumentou a revolta dos índios. “Eles deram as costas para nossas reivindicações”, disse o presidente da Federação dos Povos Huni Kui do Acre (Fephac), Ninawá Huni Kui. 

A técnica em enfermagem, Ana Cláudia Brito, disse que, apesar de o clima ser aparentemente calmo, ela teme por sua vida e, principalmente, pela do coordenador Costa. “Eu acho justas as reivindicações deles, mas eu quero ir para casa”, desabafou a servidora. No local, existem inúmeras ferramentas como facas e terçados. “Tenho medo de eles radicalizarem”, disse uma enfermeira, que preferiu o anonimato.

Coordenador faz apelos – Raimundo Costa Chaves, apesar de estar tranqüilo, assegura aos índios que as reivindicações serão atendidas. Cercado o tempo inteiro por índios ‘pintados para a guerra’, ele fez ligações para assessores do governador Tião Viana e da secretária de Saúde, Suely Melo.

Costa, como é mais conhecido, disse que todos os pleitos dos índios são justos, mas esclarece que as doenças, de média e alta complexidade, não podem ser resolvidas de forma rápida, como os índios querem. “Estou tranqüilo. Vamos resolver tudo o que for necessário”, disse. 

A equipe de reportagem falou com a secretária de Comunicação do Governo do Estado, Mariama Morena. “Na semana passada, os líderes indígenas falaram com o ministro da Saúde no aeroporto”, disse a secretária. Quanto à exigência da presença da secretária de Saúde, Suely Melo, uma de suas assessoras, conhecida por Lívia, assegurou ela estava em uma reunião para tratar do assunto e que faria contato posterior com A  GAZETA.

Mortalidade freqüente – As índias Maria Paula Machineri e Maria Tereza Camilo Huni Kui morreram em menos de uma semana. A primeira, moradora no Rio Iaco, Aldeia Santa Rosa, município de Assis Brasil, teve a causa da morte desconhecida. As mortes deixaram os índios revoltados. “Será que vai ser preciso a gente matar e pendurar a cabeça de alguém aqui”, disse chorando, com um atestado de óbito nas mãos, um dos sete filhos da índia Manchineri. 

Questionado sobre a demora no atendimento de suas reivindicações, um índio Shanenawá, que pediu para não ser identificado, disse que o Governo do Estado teria dividido o movimento oferecendo vantagens individuais e mentindo na mídia.

Nota de Esclarecimento
Diante do movimento deflagrado na manhã desta quinta-feira, 20 de janeiro, na Casa do Índio (CASAI), em Rio Branco, o Governo do Estado do Acre vem a público informar que todas as providências para atender as reivindicações do movimento indígena têm sido tomadas de acordo com pactuação feita com as próprias lideranças.

Na última segunda-feira, 17 de janeiro, em reunião realizada com a presença da Secretária de Saúde, Suely Melo, os representantes do movimento apontaram as demandas que tinham como principal foco o atendimento de saúde de pacientes que estavam na casa de apoio. Naquela mesma tarde, foi disponibilizada para os pacientes da casa, uma equipe multidisciplinar do programa Saúde Itinerante formada por especialistas em clínica médica, cardiologia, cirurgia geral e pediatria, ao mesmo tempo em que houve oferta de serviços de ultrassom, eletrocardiograma, e coleta de exames laboratoriais no próprio local.

Até esta quinta-feira, 20 de janeiro, já haviam sido realizados 100% dos atendimentos demandados na CASAI, sendo 114 consultas, 112 procedimentos diagnósticos, acompanhamento de pacientes para realizarem procedimentos mais complexos e o devido encaminhamento de dois pacientes que estavam aguardando por cirurgia urológica e já passaram pelo procedimento no Hospital das Clínicas. Vale ressaltar que esses pacientes foram atendidos quase que imediatamente.

Ainda na manhã desta quinta-feira, uma equipe de médico e especialistas estava a caminho da Casa do Índio para fazer a entrega dos 40 exames e prescrever os medicamentos, mas quando a Secretaria de Saúde soube do movimento e da redenção de dois funcionários do local, a ordem foi de retornar e suspender a ação, por medida de segurança. Portanto, todas as demandas encaminhadas à Secretaria de Estado de Saúde foram devidamente atendidas em tempo recorde, levando em consideração que o prazo para realizar os atendimentos era de 30 dias. Lamentavelmente, tal movimento só prejudica os pacientes indígenas e seus familiares, que já poderiam estar sendo medicados e retornando para seus lares.

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Por fim, o Governo do Estado declara que tão logo se restabeleça a ordem e o entendimento, todas as ações de saúde serão retomadas na Casa do Índio, garantindo atendimento e acompanhamento aos pacientes do local.

 

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