Política local 13/04/2011

“A boca do sábio está em seu coração. O coração do ignorante está em sua boca”.

(Ditado turco)

Massacre sem defesa
Quando se esperava um balanço dos 100 dias do governo Tião Viana, o que se viu ontem na Aleac foi deputados da FPA e da oposição se unirem em críticas duras aos mais diversos setores do governo, o que é um retrato fiel de como se encontra hoje o humor daquela Casa.

Tão somente
Apenas o deputado Ney Amorim (PT) ousou fazer a defesa do governo numa voz solitária.

Fora de combate
Outro que poderia atuar na defesa, deputado Moisés Diniz (PSDB), estava ausente devido uma pequena cirurgia bucal.

Roubo oficial
A tônica dos ataques começou com o deputado Walter Prado (PDT) considerando um “roubo oficial”, a alíquota do ICMS cobrada pelo governo sobre a tarifa de energia elétrica.

Não penaliza
E completou: “Estado que se diz republicano não taxa abusivamente seu povo”.

Pegou a corda
A deputada Marileide Serafim (PMN), que vinha até aqui poupando o governo, disparou contra o Imac e o Ibama, taxando os órgãos de praticar o terror no campo punindo os colonos.

Cobrança extorsiva
Denunciou quase às lágrimas uma multa abusiva de 24 mil reais aplicada a um agricultor.

Crime ambiental
E ainda completou considerando o manejo sustentável uma fantasia que esconde a derrubada até de árvores proibidas como seringueiras e castanheiras.

Explicação bíblica
O deputado Astério Moreira (PRP) buscou a Bíblia para apoiar as críticas: “os profetas bíblicos sempre se insurgiram contra as injustiças dos governantes”.

Metralhadoras giratórias
Os deputados Wherles Rocha (PSDB) e Gilberto Diniz (PTdoB) dispararam as metralhadoras giratórias contra os 100 dias de governo Tião Viana.

Até o Manoel
E até o deputado Manoel Moraes (PSB) se insurgiu sobre o que chamou de “classe mais perseguida”, ao se referir aos marceneiros.

Qual a dedução?
Qual a dedução que se pode tirar desse quadro negativo ao governo na Aleac? Que a articulação política é falha e que a base do governo se encontra esfacelada.

Chamar para si
Outra constatação é que não existe uma interação entre gestão e política, e o governador Tião Viana tem que assumir a missão, pois em certas coisas que não cabem intermediários.

Sem culpa
O líder do governo, deputado Moisés Diniz (PCdoB), não pode ser culpado de nada.

Decisão perfeita
Foi juridicamente e moralmente certa a decisão do juiz Marcelo Basseto, em negar pedido do ex-prefeito Wando Torquato, até o talo em denúncias de irregularidades, de voltar ao cargo.

Volto a perguntar
Em que gaveta anda escondido o pedido de prisão preventiva do ex-prefeito Wando?

Adiós PT
O deputado Chico Viga (PT) deu adeus ontem ao partido. Nem a iniciativa do deputado Geraldo Maia (PT) de levá-lo até o governador Tião Viana o impediu de ir para o PSD.

Muito chateado
Consta que Tião Viana ficou chateado pelo fato de ter assinado o decreto dando o nome de “Olavo da Farmácia” ao Mercado dos Colonos a seu pedido sem saber de sua saída.

Em Brasília
Hoje, em Brasília, o deputado Chico Viga (PT) estará no lançamento do PSD.

Proposta tentadora
O deputado Luiz Tchê (PDT) disse ontem à coluna que analisa com carinho a tentadora proposta de entrar no PSD com o compromisso de ser o candidato a deputado federal.

Sem espaço
“Na FPA não há espaço para deputado federal, e não serei mais deputado estadual”, ponderou.

Política dinâmica
Isso foi pela manhã na Aleac. Mas, a política é dinâmica. À tarde aconteceu o “fico na FPA” do deputado Luiz Tchê (PDT), após uma conversa com o governador Tião Viana.

Seis deputados
O senador Sérgio Petecão (PMN) trabalha para ter uma bancada de seis deputados no PSD. Conheço a essência da Aleac: conseguirá puxar no máximo três deputados.

É o quadro
A  insatisfação na base do governo na Aleac transcendeu ao poder de aglutinação do líder do governo, deputado Moisés Diniz (PCdoB), porque a mercadoria que seus aliados querem ele não tem na sua prateleira. Ou o governador Tião Viana lhe dá mais poder ou assume as conversas diretas com os deputados, como fez com o deputado Luiz Tchê (PDT).

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