Política nacional 10/04/2011

“Congresso deve lutar pela proibição da venda de armas”.

Senador José Sarney, ignorando que bandido usa apenas armas contrabandeadas.

Mantega suspeita de ‘conspiração’ na Fazenda
O ministro Guido Mantega (Fazenda), que tem fama de “chorão” e até tomou bronca da presidenta Dilma por esse motivo, agora desconfia dos próprios  assessores. Em conversas reservadas, ele insinua que o secretário-executivo do ministério, Nelson Barbosa, escolhido por ele para o cargo, é quem o estaria “fritando”. É que Barbosa, tão objetivo e implacável e ainda mais tosco que Dilma, virou xodó da presidenta.

Guido quem?
Inflado por Dilma, o secretário-executivo tem feito as vezes de ministro da Fazenda, fazendo o ameaçado Mantega se sentir escanteado.

Improvisação
As recentes medidas de restrição ao crédito, anunciadas por Mantega, também foram consideradas no Planalto como sinal da improvisação.

Gelaaado
Não adianta o PMDB fazer lobby com Dilma para receber o ministro Pedro Novais (Turismo) em despacho. Ela o depositou na geladeira.

Cadeira de balanço
Projeção do Banco Mundial mostra que o Brasil terá mais velhos que jovens em 2050. Os que sobreviverem a balas perdidas, assaltos etc.

MPF apressa inquérito contra corregedor da PRF
O Ministério Público Federal pediu urgência nas investigações de denúncias contra o corregedor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Lourival Carrijo da Rocha, acusado de falsidade ideológica, doações ilegais de viaturas, nepotismo, prevaricação e omissão. Carrijo, que há doze anos está aposentado, foi destituído da direção-geral do órgão em 1999, por irregularidades na compra de  viaturas sem licitação.

Trauma
A Universidade do Colorado Boulder discute nos EUA o drama no Rio. Monitora violência escolar desde o massacre de Columbine, em 1999.

Sonho partidário
A governadora potiguar Rosalba Ciarlini sonha trocar o DEM pelo PSD. Seu vice Robinson Farias já correu para o abraço em Gilberto Kassab.

Sobe e desce
A força do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) ainda é grande, mas já foi maior. Dilma tem cortado as asas do pretenso “primeiro-ministro”.

Tutti buona gente
A ONG Imazon, que faz campanha contra o projeto de Código Florestal do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), é financiada por organizações como Fundação Ford, WWF-Usaid e Joint Research Center.

Recolhido
Deve ter sido excesso de emoção: o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) que chorou muito em público na terrível quinta (7) no Rio, não foi ao enterro das vítimas, sexta. Depois de voltar correndo dos EUA.

Venda de rádios
O Ministério Público Federal apura denúncia de venda de concessões de rádio no Nordeste, envolvendo inclusive prefeitos como de Itarema (CE), Roberto Gomes, um dos denunciados.

Decide quem pode
A presidenta Dilma definiu que o tempo será somente dela, para a escolha dos novos ministros do Superior Tribunal de Justiça. É intenso o lobby de petistas para emplacar afilhados nesse no STJ.

Aparelhamento
O PT tem pressa de aparelhar a Analtel (Agência Nacional de Telecomunicações): o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) nomeou de uma só vez cinco novos integrantes do seu Conselho Consultivo.

Versão não se encaixa
O operador corrupção no DF, Durval Barbosa, disse – e o Ministério Público acreditou – que o dinheiro entregue a Jaqueline Roriz em 2006, quando o pai dela era governador, destinava-se à campanha de José Roberto Arruda. Mas ela apoiava Maria Abadia (PSDB) ao governo.

Errante
Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) ainda não se encontrou como senadora. Sua frente de batalha mais relevante, agora, é lutar contra uma galeria de fotos de senadoras. Acha que segrega as mulheres.

Economia
Há três meses presidindo a Codeplan (Cia de Planejamento do DF), Miguel Lucena reduziu contas telefônicas de R$ 675 mil para R$ 74 mil e em R$ 700 mil o call Center do fone 156, de atendimento ao cidadão.

O sonho acabou
Como diria Lula, IOF significa: “Ih, ó, ocês f…”

Fome de patrimônio
Heloísa Helena (AL) era senadora e, numa roda, pediu um chocolate ao rechonchudo líder do PMDB, Ney Suassuna (PB), que também já não é senador. Ela brincou:
– Agora, quero só 99% da sua fortuna.
– Está vendo, Gabeira, como é essa esquerda? – reagiu Suassuna.
– Dê 75% a ela, que está bom… – sugeriu o deputado.
José Sarney observou a silhueta arredondada de Suassuna e tascou:
– Sem dinheiro, Ney, você vai ficar tão leve…

 

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