Política nacional 26/04/2011

“Não é hora de tratar disso. Estou muito machucado”.

Walter Feldman, fundador do PSDB, sobre seu destino após abandonar o ninho tucano.

Postos lucram R$ 34,3 milhões com lei comprada
Estudo do Departamento de Proteção e Defesa Econômica, da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, obtido pela coluna, concluiu que a lei complementar 294/2000, adquirida no balcão da Câmara Legislativa, proibindo o comércio de combustíveis em estacionamentos de supermercados, garantiu à máfia que controla o setor no DF, lucro adicional de R$ 34,3 milhões apenas na venda de gasolina, entre 2000 e 2008. O estudo recomenda a revogação da lei.

Reflexo nos preços
A venda de combustíveis em hipermercados estimula a concorrência e derruba preços, segundo conclusão do Ministério da Justiça.

O paladino
Um pedido do deputado Chico Vigilante (PT) ao ministro da Justiça provocou o estudo que atestou os efeitos anticoncorrenciais da lei 294.

O conluio
Uma CPI na Câmara descobriu que a lei 294/00 resultou de um conluio do sindicato das empresas do setor com políticos donos de postos.

Deu na CPI
Benedito Domingos, então vice-governador, e Osório Adriano, que era deputado, estão entre os políticos donos de postos por trás da lei 294.

Seguros frios’
O Superior Tribunal de Justiça ordenou busca e apreensão na seguradora SulAmérica, processada pelo empresário Carlos Coutinho por fraude em “seguros de prateleira” – apólices frias e falsas cobranças lançadas na conta da empresa dele, a Imbiribeira, no Rio e Recife, como noticiou a coluna em 2003. Banco Safra e Safra Seguros foram condenados na Justiça paulista a indenizá-lo em R$ 300 milhões.

Novo partido
Minguado com a debandada para o novo partido de Kassab, o PSDB agora é o PSD do B.

Incluído nessa
Ex-diretor de Desenvolvimento Humano no governo de José Roberto Arruda, Arthur de Miranda fundou o PIS, o Partido da Inclusão Social.

Insônia
Dilma se diz “imensamente preocupada” com a inflação. Imagine quem não tem cartão corporativo, presidenta.

Tá na cara
O tesoureiro de Lula, Paulo Okamoto, deve estar afiando as tesouras, depois que o governador da Bahia, Jaques Wagner, “vendeu” sua barba por R$ 500 mil para uma multinacional de “faz tchun e faz tchan”.

O top-top de Ortega
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, também tem assessor para assuntos internacionais aleatórios, segundo o site WikiLeaks: desde 2007, o Marco Aurélio Garcia dele é um sobrinho do ditador Kadafi.

Premiado
Mesmo com a multa milionária do Procon à TAM, a Webjet ainda oferece “assento conforto”, mas não completa a operação na internet. Só após o otário comprar “seguro adicional”, ou “viagem premiada”.

Toma lá, dá cá
Há carta marcada no convênio da prefeitura do Recife para a operação de cartão de crédito consignado com servidores. O Banco Bonsucesso, de Minas, fechou apoio ao Náutico, único clube grande de Pernambuco ainda sem patrocinador, para em troca receber a benesse da prefeitura.

Vigília
O deputado Claudio Puty (PT-PA) vai propor que uma comissão da Câmara acompanhe de perto a apuração do escândalo de desvio de verbas na Assembléia Legislativa do Pará.

Aqui, ó
O prefeito paulistano “Jilberto” Kassab (PSD) tem novo dilema: se adotar o nº 30 no partido, os adversários juntarão o polegar com o indicador, conhecido insulto brasileiro, para se referirem ao número. Já o descartado 51 não lembra só cachaça, mas conhecido ex-presidente.

Lixo sujo
O Tribunal de Contas de Rondônia apontou o pagamento de R$ 1,6 milhão à construtora Marquise, pelo prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, referentes a serviços não prestados de limpeza pública.

Às armas, cidadãos
Irritado, o juiz argentino Marcelo Aguinsky quer um novo sistema de controle de armas com o Brasil, diz o jornal Clarín, após desistir de processo pedindo trabalho conjunto em 2001, quando a PF apreendeu mais de 700 fuzis FAL com traficantes, roubados do exército argentino.

Pensando bem…
… a paralisia do país, durante o feriadão, fez lembrar que Portugal só descobriu o Brasil porque 22 de abril de 1500 não era feriado indígena.

PODER SEM PUDOR
O puxadinho de Lacerda
Ex-governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda tinha uma explicação curiosa sobre a ocupação irregular da cobertura do prédio onde morava, no Flamengo. Ele se justificou assim ao cineasta João Batista de Andrade, no documentário “Liberdade de Imprensa”:
– Isto aqui era uma sujeira danada, montes de tijolos velhos, madeira podre com pregos, um perigo. Limpei tudo e construí o salão. Não ficou bonito?

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