País deve abrir 1,7 milhão de vagas em 2011, estima o Ipea

O país deve chegar ao final do ano com 1,7 milhões de novos empregos, segundo levantamento divulgado ontem (28) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Somados aos 19,3 milhões de postos vagos em função de demissões ou que permanecem sem serem ocupados, a demanda por mão-de-obra poderá alcançar 21 milhões de trabalhadores este ano. O levantamento considera uma expansão de 5% na economia brasileira este ano.

Apesar da perspectiva positiva do estudo, terça-feira, a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior disse que a geração de empregos deve recuar neste ano, na comparação com o ano passado, quando, segundo dados do Ministério do Trabalho, foram geradas 2,52 milhões de vagas com carteira assinada, recorde histórico.

“O crescimento [da economia] vai continuar gerando empregos. Não no mesmo patamar do ano passado, mas ainda em um patamar alto. Em muitos setores da economia, podemos considerar que haverá pleno emprego. Os desafios são educação, ensino técnico e qualificação da mão-de-obra”, declarou ela durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

De acordo com o Ipea, o setor que mais deve gerar empregos no ano é o de comércio e reparação, com mais de 546 mil novos postos de trabalho, seguido pela indústria, com mais de 503 mil novas ocupações, e da construção civil, com 168 mil novos empregos. Juntos, esses três setores devem responder por 73% do total de vagas geradas.

“Na contramão, observam-se os setores da administração pública e agrícola com potencial de apresentar saldo negativo na geração de empregos”, diz o Ipea em nota.

O estado de São Paulo deverá liderar a criação de vagas, com 523 mil novos postos de trabalho. Na outra ponta, o Acre deverá ficar na “lanterna”, com 304 empregos novos.

Sobra de mão-de-obra – O Ipea projeta, para este ano, uma oferta de 22,1 milhões de trabalhadores com qualificação e experiência profissional, em um universo de 28,2 milhões de trabalhadores disponíveis.
Com a demanda potencial de 21 milhões de ocupações, “o Brasil deverá seguir com significativo excedente de força de trabalho, longe ainda do que se poderia esperar como pleno emprego global da mão-de-obra”, diz o instituto.
Pelas estimativas, somente o estado do Maranhão poderá registrar déficit global de mão-de- obra qualificada. Entre os setores, pode haver déficit na indústria. “Por ou

tro lado, todos os estados da federação, salvo Bahia e Mato Grosso do Sul, tendem a oferecer algum setor econômico com problemas de contratação de trabalhadores qualificados. (G1)

 

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