A hora do diálogo

A mesma novela se repete todos os anos com a chegada das datas bases de reajustes das categorias ligadas à máquina estatal. O Governo alegando a questão da Lei de Responsabilidade Fiscal e a falta de recursos e os sindicatos querendo melhorias salariais.

O fato é que o Acre mudou os paradigmas de reajustes nos mais recentes anos. Não resta dúvida que o poder de compra dos servidores públicos melhorou bastante.

No entanto, quando se muda o padrão para melhor o nível de exigência também aumenta. Problemas como atrasos de salários são coisas do passado. Mas ainda assim surgem novas demandas que precisam ser atendidas para que haja uma evolução natural na qualidade de serviços prestados à população acreana pelos profissionais do Estado.

Qualquer tipo de paralisação de serviço público causa enorme transtorno para a sociedade como já foi visto no passado. Portanto, o melhor e mais seguro caminho é o diálogo. Mas para que as conversações cheguem a bom termo é preciso que ambas as partes estejam dispostas a fazer concessões.

Quando a balança pende apenas para um lado o resultado de uma negociação não alcança o seu objetivo. Assim quem acaba pagando o preço é a população que não pode prescindir dos serviços essen-ciais prestados pelo Governo.     

 

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