Acre tem queda de 51% e Rio Branco de 50% nos índices de homicídios

Com foco nas ações preventivas e no reforço de operações integradoras, o novo modelo de políticas para a Segurança Pública começou a mostrar seus primeiros grandes resultados (parciais) na reunião realizada durante a manhã e tarde de ontem (26), no prédio da Sesp. Na ocasião, foi revelado que o Acre registrou a queda de 51% no seu índice de homicídios, referente ao 1º trimestre deste ano comparado ao mesmo período de 2010.
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A porcentagem equivale ao total de 33 casos fatais nos 3 meses de 2011, frente aos 68 de 2010. Já na Capital, a redução dos homicídios foi bem semelhante, ficando na faixa dos 50% (caiu de 32 ocorrências em 2010 para 18 em 2011).

En relação às metas estipuladas pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), o Estado teve 42% abaixo dos homicídios estimados e Rio Branco ficou com 43% a menos.      

O encontro reuniu as cúpulas dos principais órgãos de segurança em todas as regionais do Estado, desde a que engloba a Capital, do Baixo e Alto Acre, até a do Purus, Tarauacá-Envira e do Juruá. Participaram representantes da Polícia Militar, Civil, do Corpo de Bombeiros e da Sesp. A idéia foi fazer um balanço geral do 1º trimestre de 2011 para os 2 índices básicos (homicídio e tentativa de homicídio) para guiar um formato inovador de ações para a Segurança Pública.

Além dos resultados, a reunião foi satisfatória para reconhecer outras frentes de melhorias na segurança. De acordo com o secretário Ildo Reni Graebner (Sesp), o ponto alto do encontro foi constatar que as novas iniciativas do setor estão começando a ser implantadas e aperfeiçoadas conforme as pecu-liaridades de cada região. Para ele, ficou claro que as ações ainda não estão sendo desempenhadas com 100% de eficácia. E as razões para isso (evidenciadas ontem) são certas carências de suportes, equipamentos, viaturas e, em especial, recursos humanos.

Contudo, o secretário adianta que a reunião serviu para identificar e reafirmar as demandas mais necessitadas. E o melhor, aponta ele, é que e deve ser apenas uma questão de tempo até que o governo consiga providenciar muitas destas estruturas, a fim de que as ações possam começar a atingir o máximo da sua eficiência e até se estender a novas empreitadas.

“Daqui pra frente, poderemos usar este diagnóstico para traçar planos mais centrados no trabalho de Inteligência das polícias e identificar e eliminar os focos que concentram os maiores índices de homicídios. Sabemos que esta redução de 50% ainda é apenas um reflexo deste impacto inicial. A partir dos próximos semestres, será difícil obtermos quedas tão significativas. Mas a nossa meta final é atingir, ao menos, 7% de baixa no ano inteiro. E seguir, ano após ano, uma ideal tacha próxima a Zero de casos”, conclui Reni.

Os dados divulgados nesta matéria são parciais (sujeitos a alteração), divulgados pela Sesp.  

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