JBS, o maior frigorífico do mundo, assina o TAC proposto pelo MPs amanhã

O JBS, maior frigorífico do mundo, com uma filial em Rio Branco, assina amanhã o Termo de Ajustamento de Conduta coordenado pelo Ministério Público Federal, em parceria com o Ministério Público do Estado e Ministério Público de Trabalho. A informação foi confirmada pela assessoria jurídica da empresa que deve chegar hoje a Rio Branco. “Chegamos a uma redação que garante sustentabilidade tanto econômica quanto ambiental”, adiantou o assessor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva. Ele assegura que “não procede” a informação de que o frigorífico compra carne bovina tratada em área embargada pela Justiça por prática de trabalho escravo ou crime ambiental. “Não compramos carne que não seja de origem legal”.

O frigorífico possui 120 mil funcionários divididos em 140 unidades de produção. Uma delas está localizada em Rio Branco. A empresa foi uma das 14 citadas no inquérito realizado pelo Ministério Público Federal por comercializar carne bovina procedente de áreas embargadas pela Justiça por crimes ambientais ou por prática de trabalho escravo. “Essa informação não procede”, assegura o assessor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva. “Vamos assinar o termo porque atuamos dentro da legalidade sempre”.

O procurador da República no Acre que coordenou a formulação do TAC, Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, reforça a informação de que a diretoria da JBS sempre esteve mais disposta ao diálogo. “A empresa estava mais presente e preocupada na elaboração de um texto que atendesse à legislação sem comprometer o empreendimento”, lembra o procurador.

Os representantes dos frigoríficos se negavam a assinar o Termo de Ajustamento de Conduta proposto pelas instituições de promoção da Justiça que entraram com uma Ação Civil Pública contra as empresas. A ação previa multa de R$ 2,03 bilhões a 14 frigoríficos da região. A JBS é a primeira que formaliza judicialmente um entendimento.

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