Produtores acreanos entram na Mobilização Código Florestal

Na última terça-feira, em Brasília, cerca de 30 produtores rurais do Acre se juntaram aos mais 24 mil produtores de todos os estados, na Esplanada dos Ministérios para pedir urgência na votação da proposta de reformulação do Código Florestal Brasileiro. O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado em julho do ano passado numa Comissão Especial da Câmara dos Deputados e depende de votação no Plenário da Câmara dos Deputados para seguir para análise no Senado. 

O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Acre, Assuero Veronez, que também é o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA participou ativamente do manifesto, afirmou que “o movimento foi para mostrar ao Congresso Nacional a importância do tema, e o código está ultrapassado e dissonante da realidade brasileira”.

“Com a mobilização, queremos mostrar a sociedade brasileira a importância do tema e entender mais a questão, que não estamos preconizando desmatamento e destruição do meio ambiente, pelo contrário, nós queremos continuar produzindo e preservando”, afirmou.

“O país tem uma posição estratégica como produtor de alimentos e a sociedade brasileira precisa dessa segurança alimentar tendo comida barata e de qualidade na mesa. Não podemos agora retroceder no tempo para recuperar áreas de florestas desmatadas há muito tempo”, disse. Entretanto, explicou Veronez, o produtor que quiser regularizar sua atividade deve obedecer a alguns requisitos, como o cadastro de sua propriedade no órgão ambiental do seu estado, a adoção de práticas agronômicas conservacionistas e a proteção de recursos hídricos.

 Para reforçar a necessidade de atualização do Código Florestal, várias lideranças sindicais do setor agropecuá-rio percorreram os gabinetes de deputados federais de seus Estados para pedir o apoio dos parlamentares para votar a proposta de atualização do Código Florestal Brasileiro.

Foram recebidos em diversos gabinetes e no da presidência da Câmara ouviram do deputado Marco Maia que a proposta  ainda não tem data para entrar em  votação.  Ele quer esperar a conclusão dos trabalhos da Câmara de Negociação. A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu,  saiu do encontro empenhada em reverter o adiamento. E prometeu que vai  procurar o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para sensibilizar  a presidente Dilma Rousseff. (Ascom Faeac)

 

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