Aleac continuará apoiando iniciativas de integração entre o Acre e o Peru

O ex-presidente da Aleac, Edvaldo Magalhães (PCdoB) sempre foi um entusiasta da ligação física e cultural com o Peru. Agora, parece que o caminho que deixou traçado já encontrou um novo seguidor, o atual presidente Élson Santiago (PP) que promete apoiar e expandir o processo de integração com os peruanos. “Novas idéias e projetos surgirão para que possamos colaborar para acabar definitivamente com o isolamento do Vale do Juruá através de Pucallpa”, afirmou Santiago.
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Respeito ao meio ambiente
Criado em Cruzeiro do Sul, Santiago, lembra que nos anos 70, a integração tanto cultural quanto comercial entre as duas cidades era muito maior. “Nessa época comprávamos muitos produtos peruanos e tínhamos a Empresa Aérea Taza que fazia vôos regulares entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa. Temos que recuperar o tempo perdido de afastamento. A idéia do governador Tião Viana (PT) de estabelecer a ligação das regiões do Juruá com Ucayali através de uma estrada de ferro pode ser uma saída segura sem criar problemas ambientais”, argumentou.

O deputado Ney Amorim (PT) concorda com Santiago. “Esse debate da integração vem avançando em todos os governos da Frente Popular. A Aleac tem cumprido um papel fundamental nesse processo porque estamos materializando todo o trabalho com ações como a vinda desses estudantes para Pucallpa. As pessoas vão se formar, se qualificar e aprender a cultura daqui e isso é importante. Por isso, a Aleac deve continuar a apoiar esse processo em parceria com o Governo do Estado. Ainda mais que poderemos ter uma ferrovia ecologicamente correta para transportar cargas e passageiros. Imagine que viagem linda será atravessar a Serra do Divisor de trem”, destacou.     

O parlamentar de oposição, Jamyl Asfury (DEM), também comentou a possibilidade da construção de uma via férrea entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa. “A estrada de ferro cria uma grande expectativa de tirar Cruzeiro do Sul do isolamento econômico. Acho até mesmo que a ligação com Pucallpa é mais importante para o Juruá porque cria novas alternativas comerciais para a região. Assim o pessoal do Jurua poderá vender alguma coisa e não só comprar”, garantiu.

 Integração educacional
Asfury considerou ainda muito positiva a ida de alunos acreanos para o Peru. “Acredito que o Mercosul quando foi criado deixou um déficit para os brasileiros na área educacional. Nós poderíamos ter adotado o modelo da União Européia que faz a integração em todas as áreas e não apenas no comércio e na política. O Acre deu um passo importante na questão da integração educacional com o intercâmbio com a Universidade Nacional de Ucayali, mas temos que estar atentos para sabermos quais serão as conseqüências.

Deixamos dez alunos estudando medicina sem nenhuma expectativa real da revalidação dos diplomas no Brasil. Mas ainda assim considero o evento muito positivo. A minha única preocupação é saber se a Ufac terá a mesma estrutura e autonomia que a UNU para receber os estudantes peruanos”, refletiu.

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