Ampliar ensino médio e superior está entre as metas mais difíceis do novo plano

 Um dos principais obstáculos para a expansão do ensino superior no país, o aumento da cobertura do ensino médio — hoje, metade dos jovens entre 15 e 17 anos não se encontra nesse nível de ensino — está entre as metas mais difíceis do novo Plano Nacional de Educação (PNE), hoje na Câmara.

 O plano traz como duas das suas 20 metas duplicar as matrículas do ensino médio técnico e aumentar a taxa de matrículas no ensino médio para 85% dos jovens entre 15 e 17 anos.

 Outra das metas mais problemáticas do novo PNE é a ampliação da própria taxa de matrículas no ensino superior. A meta para esse ponto determina o aumento das matrículas no ensino superior para uma cobertura de 33% entre aqueles com 18 a 24 anos. Hoje, esse percentual é, segundo o MEC, de 17% — enquanto a Turquia tem 21,1%; o Chile, 28,3%; e a Hungria, 29%. A Coreia, referência de desenvolvimento tecnológico, tem 56,5%.

 Além do empecilho causado por uma baixa cobertura do ensino médio, o crescimento do ensino superior no país também tem enfrentado um aumento na evasão dos alunos que conseguem chegar à universidade, segundo estudo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior em São Paulo (Semesp).

 O estudo mostra que a taxa de evasão no ensino superior no país foi de cerca de 12% em 2007 para mais de 15% hoje. Se for visto apenas o ensino superior privado — que, com programas como o ProUni e o Fies, é responsável por cerca de 75% das matrículas no nível superior hoje —, a evasão cresceu de cerca de 14% para quase 20%.  (O Globo)

 

 

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