Dilma: “Agora só não estuda quem não quer”

 A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (4) que no Brasil, agora, “só não estuda quem não quer”. Em seu programa semanal de rádio, Dilma afirmou que as novas regras do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), anunciadas no início do ano, pretendem garantir mais facilidade para quem não tem dinheiro para bancar os estudos universitários.

“Milhares de alunos já se beneficiaram das novas regras. Quer ver, as inscrições começaram no dia 31 de janeiro, e nesses três meses, mais de 34 mil alunos já contrataram o financiamento estudantil; outros 29 mil contratos estão em análise. Mas ainda eu considero pouco”, afirmou Dilma.

 De acordo com a presidenta, os juros do Fies são negativos, o prazo para o início do pagamento foi esticado e os alunos com renda familiar bruta, per capita, de até um salário mínimo e meio, que estudam para dar aulas ou recebem bolsa parcial do ProUni não precisam mais apresentar fiador. Além disso, destacou Dilma, as inscrições podem ser feita a qualquer momento, conforme a necessidade do estudante.

 Ainda no Café com a Presidenta, Dilma fez um balanço positivo dos primeiros 45 dias do programa “Saúde não tem preço”. Segundo ela, quase 3,5 milhões de pessoas receberam remédios contra hipertensão e diabetes de graça. “É quase o dobro do que a rede ‘Aqui Tem Farmácia Popular’ distribuía quando os remédios tinham que ser pagos. Isso indica que a nossa campanha sobre a importância do tratamento está no caminho certo”, afirmou.

 O programa tem 15.097 farmácias credenciadas em todo o país e outras 548 unidades do governo. O interessado precisa levar a receita médica, o CPF e um documento com foto a um dos  postos autorizados para retirar o medicamento.

Leia a íntegra do Café com a Presidenta:

Apresentador: Olá, bom dia, eu sou o Luciano Seixas e este é o Café com a Presidenta, o nosso encontro semanal com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia a todos os ouvintes!

Apresentador: O programa ‘Saúde Não Tem Preço’, lançado pela senhora, está fazendo dois meses. Já é possível fazer uma avaliação?
Presidenta: Já sim, Luciano. Estou acompanhando de perto e posso te dizer que o programa ‘Saúde Não Tem Preço’ está dando resultados. Nos primeiros 45 dias, Luciano, quase 3,5 milhões de pessoas receberam de graça seus remédios para diabetes e pressão alta. É quase o dobro do que a rede ‘Aqui Tem Farmácia Popular’ distribuía quando os remédios tinham que ser pagos, mesmo que, naquela época, preços baixos. Isso indica que a nossa campanha sobre a importância do tratamento está no caminho certo. Mais pessoas estão tendo acesso aos remédios, e é exatamente esse o nosso objetivo. Queremos que todos os diabéticos e hipertensos possam fazer o tratamento direito, sem interrupção.

Apresentador: O que é que o doente deve fazer para ter o remédio de graça, presidenta? Demora?

Presidenta: Não demora, não. É rápido. Hoje são 15.097 farmácias credenciadas, além das 548 unidades do governo, e essas farmácias estão espalhadas por mais de 2.500 municípios. Para receber gratuitamente os remédios de diabete e hipertensão é muito simples: basta apresentar, onde tem a plaquinha “Aqui Tem Farmácia Popular”, na sua farmácia mais próxima, a receita médica, o CPF e um documento com foto. É rápido e de graça.

Apresentador: E faz muita diferença na qualidade de vida do doente, não é, presidenta?

Presidenta: Ah, faz sim, Luciano. Os médicos chamam a pressão alta e a diabetes de doenças silenciosas, porque muitas vezes a pessoa não sente que está doente e, por isso, não se cuida. O problema é que essas doenças, se não forem tratadas, levam a complicações muito graves que podem até matar. Daí a importância da prevenção, como uma vida saudável, uma alimentação saudável e exercícios físicos, desde que o médico controle e receite. E, além disso, o tratamento com os medicamentos corretos.

Apresentador: Uma outra questão, presidenta: recentemente, aqui no Café, a senhora disse que ficou mais fácil conseguir financiamento estudantil para alunos do ensino superior.

Presidenta: Olha, Luciano, é muito bom você ter perguntado isso. Agora só não estuda quem não quer estudar, e isso porque as regras do Fies, que é o financiamento para os estudantes, estão aí para garantir que quem quiser pode pagar com facilidade o seu curso universitário.

Apresentador: Pois é, eu queria saber da senhora, as mudanças já chegaram ao dia a dia dos alunos?

Presidenta: Já, é claro! Milhares de alunos já se beneficiaram das novas regras. Quer ver, as inscrições começaram no dia 31 de janeiro, e nesses três meses, mais de 34 mil alunos já contrataram o financiamento estudantil; outros 29 mil contratos estão em análise. Mas ainda eu considero pouco, Luciano. Com esse programa, o Fies, nós queremos que milhões de jovens, que não têm renda suficiente para pagar a faculdade ou tenham dificuldade, a partir de agora têm os estudos garantidos.

Apresentador: E os juros do Fies, baixaram?

Presidenta: Baixaram sim, Luciano. E, na verdade, hoje, são juros negativos. Mas não é só isso, não, nós também esticamos o prazo para o início do pagamento, agora o aluno só começa a pagar o financiamento um ano e meio após a formatura. Por exemplo: se ele estiver fazendo um curso para advogado, que são cinco anos, ele ou ela, não é, só começariam a pagar seis anos e meio depois de ter começado o seu curso. Além disso, vai pagar em três vezes o tempo do curso, mais 12 meses. No exemplo, pagaria o empréstimo em 16 anos, em prestações fixas, porque o curso era de cinco anos – cinco vezes três, quinze, mais um ano, 16. Os alunos que estudam para ser professores, os alunos com renda familiar bruta, per capita, de até um salário mínimo e meio, e os alunos que recebem bolsa parcial do ProUni, agora não precisam mais apresentar fiador. E, Luciano, uma outra coisa, acabou aquele negócio de período limitado para pedir o financiamento. As inscrições do Fies podem ser feitas a qualquer momento, de acordo com a necessidade do aluno. É bom lembrar que desde o governo Lula nós estamos fazendo o enorme esforço para que mais jovens cheguem à universidade. Estudar é fundamental para cada pessoa e para o nosso Brasil. Um país é o resultado da educação que oferece às suas crianças e aos seus jovens, é nisso que eu e meu governo estamos trabalhando todos os dias, na educação, na saúde e na qualidade de vida melhor para cada um dos brasileiros e das brasileiras.

Apresentador: Obrigado, presidenta. Chegamos ao fim do nosso programa. Até semana que vem.

Presidenta: Até lá, Luciano. E uma boa semana para todos os ouvintes. Tchau!”

(Congresso em foco)

 

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