Reforma Política cria polêmica entre deputados

Apesar das deliberações concretas serem tomadas no Congresso Nacional, os deputados estaduais acreanos estão questionando os rumos da Reforma Política. Astério Moreira (PRP) ocupou a Tribuna para criticar algumas tendências. “É preciso analisar os partidos que estão propondo a Reforma. Tem que ser observado o que está por trás disso. Proibir coligações proporcionais e defender voto em lista é um retrocesso político. Nós conseguimos construir uma democracia participativa e tais propostas acabam com os partidos pequenos. É um atentado contra democracia brasileira. Qualquer segmento social tem o direito à representatividade”, salientou.
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Indagado se alguns partidos pequenos são na rea-lidade legendas de aluguel, Astério contestou: “Tem quem alugue. Mas os partidos de aluguel precisam ser impedidos dessa prática por novas leis. É preciso ter proposta para isso. Não podemos aceitar que a sociedade civil perca o controle”, garantiu.

Depois afirmou que apesar de não poder deliberar sobre o assunto a Aleac é fórum adequado para o debate. “A pressão feita na base funciona. A Aleac por sugestão do deputado Chagas Romão (PMDB) criou uma comissão para debater a Reforma Política. Ela tem que ser debatida nas escolas, nos sindicatos, nos botecos e nos clubes. O que estão fazendo representa um retrocesso. A sociedade civil tem o direito de votar, mas também de cobrar do seu deputado. Uma entidade civil organizada pode tomar decisões mesmo que sejam mudanças da Constituição”, argumentou.

Petista contrapõe a argumentação
Como algumas das bandeiras da Reforma Política são defendidas pelo PT, Geraldo Pereira (PT), contra argumentou: “os mandatos pertencem aos partidos e o deputado Astério afirmou que o PT defende a extinção dos pequenos partidos. Nós queremos que os partidos sejam conhecidos e as pessoas não sejam maiores que os partidos. Os eleitores atualmente votam em mim, mas na realidade estão votando no PT. Como meu mandato pertence ao PT tenho que observar o estatuto do meu partido. O mesmo vale para os partidos pequenos que têm seus estatutos. Os deputados na Aleac deveriam observar os seus estatutos. É importante que os partidos sejam grandes e o povo brasileiro conheça a sua ideo-logia para saber em quem está votando”, alegou.

 

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