No final da manhã de ontem quando ainda estava visitando o projeto Ruas do Povo no bairro Airton Sena, o governador Tião Viana (PT) teve uma rápida conversa com o assessor especial, Francisco Nepomuceno, o Carioca. Depois confirmou que os servidores públicos receberão um reajuste salarial de 20% em quatro parcelas a serem pagas em junho, janeiro, julho e dezembro de 2012.
Satisfeito com a negociação, Tião Viana declarou: “o Governo trata com a mais absoluta responsabilidade o dinheiro público do Orçamento para investir em obras essenciais como a pavimentação das ruas, o saneamento básico, a saúde e a educação.. O Governo tem que estar vinculado a essas responsabilidades, mas fizemos um esforço acima da nossa capacidade para construir um aumento com o os servidores públicos. Será um aumento linear que faz justiça e atende as expectativas. É uma homenagem ao serviço público do Acre porque nós acreditamos que esses servidores vão ser grandes aliados dedicados à busca de um Estado que funcione melhor em sintonia com o setor privado para conseguirmos um crescimento da nossa economia”, ponderou.
Lembrado que os servidores do Governo Federal não deverão ter reajustes nos próximos anos, o governador lembrou que o aumento no Acre se deve a um reajuste das contas públicas. “O que conseguimos foi fruto de um esforço sobre-humano do Governo. Um ajuste das contas públicas internas nos permitiu ver a nossa capacidade de fazer sacrifícios pelos servidores. Isso significa um pacto permanente. Estamos aliados lado a lado na construção do futuro do Acre”, disse.
Apesar do aumento de despesas fixas, Tião Viana se mostrou entusiasmado. “Estou animado porque nós fomos ao limite da nossa responsabilidade e eles tiveram a sensibilidade de entender que é possível. Chegamos a um entendimento justo e verdadeiro. Além disso, o nosso trabalho é para investimentos públicos. Quando todos vêem obras é bom que não se confunda investimento com custeio. Salário é custeio e o Governo tem muita dificuldade em ampliar. E investimento é recurso que o Governo capta de organismos nacionais e internacionais e que permitem que possamos trabalhar na infra-estrutura que alavanca o desenvolvimento do Estado. Com o acordo teremos dois anos de estabilidade para as relações governo, sindicatos e servidores públicos”, declarou.
Trabalhadores em Educação fecham acordo com o governo
JORGE NATAL
Os trabalhadores em Educação, representados pelo Sinteac e Sindicato dos Professores Licenciados (Sinplac), fecharam ontem um acordo com governo do Estado. Eles conseguiram 20% de reajuste salarial, além de uma série de reivindicações próprias da categoria. Acompanhados pelo secretário de Educação Daniel Zen, os sindicalistas Manoel Lima e Alcilene Gurgel anunciaram o fim do impasse.
Aos reajustes foram divididos da seguinte forma: 5% em julho deste ano, 5% em janeiro de 2012, mais 5% em julho e os outros 5% em dezembro. “Foi um grande avanço, pois teremos 20% em um prazo de um ano e seis meses”, destacou a presidente do Sinplac, Alcilene Gurgel, ressaltando o ‘diá-logo’ e a ‘competência’ dos sindicalistas e governo para chegarem ao acordo.
Manoel Lima, por sua vez, enfatizou o reajuste e enumerou outras reivindicações, segundo ele, atendidas pelo governo “Conseguimos a faculdade para os trabalhadores de apoio, progressão automática para 4.800 professores (permanentes e provisórios), revisão do Plano de Cargos Carreias e Remuneração (PCCR) e a destinação de recursos para a Valorização do Desenvolvimento Profissional (VDP)”, disse ele, para quem as conquistas foram também ‘um avanço’.
Depois de meses de impasses, quatro assembléias e inúmeras rodadas de negociação o acordo foi fechado e anunciado no dia em que antecede o ato público de 11 entidades representativas e 3 centrais sindicais. Até o fechamento desta edição, os sindicalistas disseram que não haviam sido comunicados. “A manifestação está marcada para as 8 horas na Concha Acústica”, conclamou o representante dos trabalhadores em Saúde, José Correia Daniel.
Sindicatos realizam paralisação de 24 horas hoje
JORGE NATAL
Tendo como principais reivindicações as reposições de perdas salariais e melhores condições de trabalho, onze entidades representativas de servidores públicos e três centrais sindicais realizam, hoje, uma paralisação de 24 em todo o Estado. “Vamos mostrar para o governador a força e o poder de mobilização dos trabalhadores”, bradou, em tom desafiador, um dos organizadores, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem do Acre (Spate/AC), Raimundo Correia.
Integram, ainda, o movimento o Sindicatos dos Urbanitários, dos Servidores da Saúde (Sintesac), Bombeiros, Policiais Militares, Servidores do Detran (Sindetran), Sindicato Servidores Fazendários (Sinfac), das Empresa Direitas (Sindsad) e Indiretas (Sindecaf), Sindicatos dos Poli-ciais Civis (Sinspol) e Sindicato Servidores do Poder Judiciário (Sinspejac) e representantes do Pró-Saúde, além da CUT, CTB e Força Sindical.
De acordo com as últimas informações do comando, os servidores da Justiça, Saúde e os policiais e bombeiros militares podem deflagrar uma greve por tempo indeterminado. A reivindicação unificadora das categorias é a reposição infla-cionária, que, segundo dados do Índice de Preços de Consumidor Anual (IPCA), ficar em torno de 6,5%. O Sinspol reivindica 45%, os bombeiros e poli-ciais militares 117%, o Sindetran 55% e SPAT/AC 47%. “Estamos falando apenas de perdas, ainda faltam os ganhos reais”, exemplificou o representante dos militares, Abrão Púpio.
“Solicitamos a cada servidor público estadual que se una para fortalecer esse movimento, independentemente da profissão exercida. Convidem a família, parentes e amigos para somar nesta luta”, conclamava um panfleto, que estava sendo distribuído no Terminal Urbano. Ontem à tarde, os trabalhadores em educação anunciaram um acordo com o governo. “Sequer fomos comunicados”, comentou o presidente do Sintesac, José Correia Daniel.