Política local 14/07/2011

“Quem cutuca a onça com a mão fica maneta”.

Ditado nordestino.

Começo do fim
Foi aprovado na CCJ do Senado em “caráter terminativo” o fim das coligações proporcionais. Significa que nem vai ao plenário.
 O projeto foi encaminhado à Câmara Federal, onde, por os partidos grandes serem maioria, também tende morrer na CCJ e nem ser votado em plenário.

Muito difícil
Sem coligações é muito difícil um partido nanico eleger um vereador ou deputado.

Perda de tempo
Quem esteve com o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles, revelou à coluna ser perda de tempo, o grupo do vice-governador César Messias, ir à Brasília para virar a mesa.

Conversa franca
A fonte contou ontem que, ouviu o seguinte de Dornelles: “o que o Cameli decidir está decidido. Nossa meta no Acre é ter candidatos próprios a prefeito e ao Senado em 2014”.

Dedo em riste
Como rescaldo dos debates no plenário, os deputados Gilberto Diniz (PTdoB) e Moisés Diniz (PCdoB) trocaram ontem na ante-sala do plenário acusações duras e de dedos em riste.

Parte do jogo
Nada que possa ser condenado, afinal, o parlamento não é nenhum mosteiro budista.

Troco com juros
Sobre a acusação do deputado Walter Prado (PDT), de sentar em cima do projeto que limita sessões de homenagens, Moisés o chamou de “desinformado”, por não caber à CCJ o parecer.

Com a mesa diretora
De fato, pelo Regimento Interno, é atribuição da mesa diretora colocar o projeto em votação.

Parada difícil
O vereador de Brasiléia, Lacerda (PCdoB), acha difícil o PT ganhar a prefeitura do município, devido o desgaste. Prevê que se o PT insistir com o candidato José Alvanir é derrota certa.

Para disputar
Por não ter desgaste pessoal, vê no engenheiro Idésio Frank, o único com alguma chance.

Mera formalidade
A ida dos secretários esta-duais ontem à Aleac para explanar sobre o projeto de empréstimo do governo junto ao BNDES foi mera formalidade, a base do governo é majoritária na Casa.

Oposição dividida
A oposição entrou dividida na votação. Chagas Romão (PMDB) votando a favor sob a justificativa que não vota contra projetos que possam gerar algum emprego no Acre.

Meu Igarapé Preto
Já a deputada Antonia Sales (PMDB) deu uma justificativa romântica para ser a favor: a de que o projeto iria revitalizar e tornar mais belo ainda o balneário Igarapé Preto, em Cruzeiro do Sul.

Oposição cerrada
O deputado Wherles Rocha (PSDB) debitava o fato de endividar ainda mais o Estado para votar contra. O deputado Gilberto Diniz (PTdoB) foi mais radical: “o que vier do governo sou contra”.

Saiu bem
Contratempos, impasses, acirramento são naturais em qualquer negociação salarial, mas somando e dividindo tudo o governo saiu bem e aprovou os 20% proposto aos sindicatos.

Ponto de destaque
Um ponto de destaque foi o governador Tião Viana não ter fechado a porta às negociações e em momento algum ter acatado a antipática idéia da PGE de cortar o ponto dos grevistas.

Troca confirmada
A coluna confirmou no fechamento que o jornalista Leonildo Rosas será o novo assessor de Comunicação do governo. Boa escolha. Meu amigo Leo vai sentir agora o gosto de ser vidraça.

Aliado incondicional
O senador Petecão (PSD) diz que apoiará o nome a prefeito a ser indicado pelo PMDB como aliado incondicional e pelo preito de gratidão ao deputado federal  Flaviano Melo (PMDB).

Confronto inevitável
A decisão também embute o componente das eleições de 2014, quando sabe que terá que enfrentar na disputa do Governo do Estado, o PSDB com o deputado federal Márcio Bittar.

Parrilada indigesta
Não convidem para a mesma “parrilada”, em Cobija, o ex-prefeito de Epitaciolândia, Luiz Hassem, e o ex-prefeito de Brasiléia, Aldemir Lopes, sob pena de alguém sair com indigestão.

Trâmite célere
A ZPE caminha mais célere para seu funcionamento do que se imaginava. É esperado para o próximo mês o alfandegamento pela Receita Federal, o que permitirá a sua operação plena.

Arrancada de peso
O secretário de Indústria, Edvaldo Magalhães, revelou ontem na Aleac que a fase inicial englobará 16 empresas e trabalha para trazer à ZPE a multinacional Johnson & Johnson.

Jogou duro
O deputado Chagas Romão (PMDB) foi o responsável pela degola do Brito, presidente do diretório do PMDB de Sena Madureira, ao vetar a anistia por ele ter ficado contra o PMDB.

Razão de sobra
Romão tem razão de sobra, quem sempre mandou no PMDB de Sena Madureira foi o prefeito Nílson Areal. O partido, no município, sempre apoiou os adversários em todas as campanhas.

Um quadro real

Um deputado da FPA, em tom irônico, me fez ontem um quadro da oposição na Aleac: há o grupo dos “Enrustidos” – estão sempre nos atos do governo, falam bem do governo, votam com o governo, amam o PT, mas têm medo de sair do armário. O segundo grupo é o da “Turma do Muro” – dá uma no cravo e outra na ferradura, uma hora vota contra e outra a favor do governo. E a terceira ala é a dos “Raivosos” – aqueles que: é governo, eu sou contra.

 

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