Política nacional 13/07/2011

“Lá atrás [Dilma ministra], ela já questionou o valor das obras”.

Luiz Pagot, diretor-geral do DNIT, confirmando que estava “sob controle” do governo.

Passos fez o que se atribui a Alfredo, insinua PR
OPartido da República começou a “detonar” o ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes), mal ele foi confirmado pela presidenta Dilma. O líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), insinuou que foram dele as decisões suspeitas atribuídas ao ex-ministro Alfredo Nascimento, como aditivos a contratos milionários. Passos foi ministro interino em 2006 e em 2010, quando Nascimento disputou as eleições.

Direto ao ponto
Após sugerir que “se investigue” quem foi o ministro dos milionários aditivos, o próprio Lincoln Portela deu a resposta: Paulo Sergio Passos.

Recursos humanos
Conclusão do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) sobre as “férias” de Pagot: “Dilma mandou demitir Pagot. Hoje, Pagot demitiu Dilma”.

Pensando bem…
…só faltaram as planilhas da Dilma no burocrático e enfadonho “relatório” que Luiz Antônio Pagot apresentou no Senado.

Festa no interior
Todo cuidado é pouco no Ministério dos Transportes: além do trem-bala, começou a licitação das linhas de ônibus nacionais.

Parada Militar de Dilma
A inflação chegou à tradicional parada militar do Sete de Setembro em Brasília: a presidência da República reservou R$ 2,7 milhões para a primeira comemoração da Semana da Pátria no governo Dilma. É quase o triplo da última parada de Lula, em 2010, que custou R$ 999 mil. A expectativa de público também mais que dobrou: de 20 mil para 50 mil. A João Palestino Eventos costuma vencer todas as “paradas”.

Pegou
O Brasil levou três meses para conceder o agrément para o novo embaixador da Guiana no Brasil, Kellawan Lall. Humm…

Marco Aurélio, 65
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, comemorou ao lado da família, ontem, em Barcelona, os seus 65 anos de idade.

Battisti na trave
A Itália vai participar dos Jogos Mundiais Militares no Brasil, mas a oposição italiana se mobiliza para impedir o amistoso no final do ano.

O teorema de Pagot
Decifrando: o inefável diretor do DNIT disse que “Dilma não foi omissa em momento nenhum, sempre questionou a questão do valor das obras” (quando ministra). Mas a roda da fortuna continuou girando…

Piada pronta
O governo do DF cedeu à chantagem e concordou em fazer o contribuinte pagar plano de saúde… para funcionários da Secretaria de Saúde. Eles próprios acham um horror o serviço que prestam.

Batata assando
Uma ação popular na Justiça quer impedir a posse do senador Antonio Russo Neto (PR-MS), que assumiu a vaga da tucana Marisa Serrano, hoje no Tribunal de Contas. Ele é acusado de participar da quebra dos frigoríficos Independência, que deixou rombo de R$ 3,5 bilhões.

Sem pilotos
Criada para “desmilitarizar” o setor, no antigo DAC, a Agência Nacional de Aviação Civil pediu cem pilotos à Aeronáutica para reforçar o quadro de inspetores, onde concursados há dois anos batem carimbo.

Apatia
Amigos do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) se preocupam com sua apatia. Nem sequer tem tido o acesso a Dilma, mesmo como primus inter pares, o primeiro dos ministros pela ordem do cerimonial.

Motim a bordo
Rebelião no barco do PT catarinense com o desemprego do ex-deputado Cláudio Vig-natti, lançado ao mar duas vezes pela ministra Ideli Salvatti. Perdeu a secretaria-geral nas Relações Institucionais e uma diretoria na Eletrosul, presidida pelo ex-marido de Ideli.

Ladeira abaixo
Além de pagar extorsivos R$ 47,75, o remetente de uma carta com foto de Brasília para Portugal teve de colar 48 selos no envelope. É que o dono da franquia no edifício Radio Center “não pega selos maiores”.

Para os outros
A área de comunicação da Infraero ainda não explicou ao novo presidente por que uma única pessoa recebeu quase R$ 2 milhões em patrocínios, no ano de 2010, enquanto a estatal avisava em seu site que não examinava projetos de patrocínio. Para os outros..

Pergunta no Dnit
Quais serão os próximos Passos de Pagot?

PODER SEM PUDOR
Amigo atrasado
Ney Suassuna (PB) era senador e líder da bancada do PMDB quando tocou o telefone. Um homem se apresentava como “grande amigo” de Valdick Suassuna, irmão do senador, e insistia em falar com o líder.
– Olhe, senhor, me desculpe… – tentou cortar a secretária.
– …sou amigo do Valdick, sim – repetia o homem.
Ela desmascarou a farsa:
– Valdick morreu há uns quatro anos. Só se o senhor for amigo dele em sessão espírita…

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