Política nacional 15/07/2011

“Se para o Planalto Pagot pode não ficar, me avise que ele sai logo”.

Senador Blairo Maggi (PR-MT), dono do passe de Luiz Pagot, diretor-geral do DNIT.

Retomada do mensalão fez Dilma encarar o PR
Apresidenta Dilma decidiu encarar a cúpula do Partido da República, afastando-a do comando do Ministério dos Transportes, não por meras “suspeitas”, mas após ser informada, por órgãos de inteligência, de que o PR teria implantado um novo mensalão, com distribuição de dinheiro vivo para parlamentares. A informação foi confirmada por fonte ligada ao Palácio do Planalto. O caso deve ser remetido à Polícia Federal.

Afastamento
Ao tomar conhecimento do esquema, Dilma mandou afastar Mauro Barbosa e Luiz Tito, ex-assessores do ministro, e Luiz Pagot, do DNIT.

Bancada mensaleira
A denúncia a ser investigada é que mais de trinta deputados do PR e outros dez de partidos menores estariam na folha do novo “mensalão”.

Velho conhecido
Valdemar Costa Neto (SP), “dono” do PR, é réu do STF no mensalão do era Lula, e está sujeito a mais de um século de prisão.

Há exceções
Políticos do PR como o senador Clésio Andrade (MG) e Sandro Mabel, que não rezam na cartilha do “dono”, sofrem ameaças de expulsão.

Antaq aproveita crises
Fernando Fialho, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), aproveitou as crises políticas envolvendo os ex-ministros Antonio Palocci e Alfredo Nascimento para tentar emplacar – em longo ofício ao Tribunal de Contas da União – o entendimento de empresas como a empreiteira Odebrecht, favorável à privatização branca dos portos no país, em posição oposta a do governo Dilma.

Novo marco
Ainda ministro, Antonio Palocci informou ao TCU que o governo apenas estuda um novo marco regulatório para o setor portuário.

Muito suspeito
O Sindicato dos Operadores Portuários da Bahia também fez ao TCU grave denúncia sobre o favorecimento da Antaq a grupos privados.

Outra da Antaq
A denúncia: a Antaq cobra R$ 6,90 dos portos públicos por tonelada de carga movimentada e só R$ 0,36 dos privativos, em prejuízo do Erário.

Honra ao mérito
Diretor de Infraestrutura do DNIT, o petista Hideraldo Caron, que as más línguas chamam de “Caríssimo”, tem prestígio em Minas: ganhou do governador tucano Antonio Anastasia a medalha da Inconfidência.

Trajetória
O gaúcho Hideraldo  Caron é um sobrevivente: teve contas rejeitadas na direção do Departamento de Estradas e Rodagens e apareceu em inquérito criminal em 2006, por suposto envolvimento na máfia do lixo.

Classificados
Um presidente desempregado ronda nossas fronteiras: o Senado do Paraguai rejeitou a emenda constitucional permitindo a reeleição do ex-bispo papão Fernando Lugo. Nem poderá se queixar a ele mesmo.

Luz no túnel
Na última visita ao Rio Grande do Sul, o então presidente Lula bancou o durão em público, com seu amigo Hideraldo Caron, na duplicação da BR-101: “Quantos palavrões eu disse e batidas na mesa eu fiz (ao telefone). Toda reunião eu perguntava (a Caron): “e o meu túnel?”.

Abandono
A Academia Brasileira de Letras esperava que o imortal Paulo Coelho, campeão mundial de vendas, fosse o seu “garoto propaganda” mundo afora. Ele vive na França, e nem por carta votou, nas últimas eleições.

E o cliente, ó…
Leis municipais proíbem agora que clientes falem ao celular dentro dos bancos. É para dificultar as “saidinhas”, quando o malandro identifica a vítima e avisa o comparsa na rua. Como a polícia é incapaz de combater o roubo, o cliente, coitado, cada vez mais perde os direitos de cidadão.

Tunga no aeroporto
Quem vai viajar e tenta comprar dólares ou euros na casa de câmbio Confidence, do aeroporto de Brasília, é surpreendido pela cobrança de uma tarifa da Infraero no valor de R$ 10. E ninguém é processado.

Avon chama!
Depois da China, México, Argentina, Índia e Japão, a corrupção bate à porta da multinacional de cosméticos no Brasil: a Justiça americana vai investigar suposto suborno a autoridades para “agilizar” negócios.

Pergunta na estrada
No DNIT, “taxa de sucesso” virou “taxa de escopo”?

PODER SEM PUDOR
Mão na cumbuca
Dia desses, em plena crise das denúncias de ladroagem no Ministério dos Transportes, o abonado senador Blairo Maggi (PR-MT), maior plantador de soja do planeta, dirigiu-se ao caixa logo após almoçar no restaurante do Senado. Muito à vontade, mergulhou a mão direita no baleiro sobre o balcão, enchendo-a de caramelos e balinhas. Justificou:
– Tenho que me abastecer para o resto da tarde…
Como se não tivesse condições de comprar as guloseimas por seus próprios meios.

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